- No Porto de São Sebastião, uma equipe monitora o mar com drone embarcado durante a dragagem de manutenção; se há aproximação de cetáceos, os trabalhos são interrompidos até o animal se afastar com segurança.
- O litoral norte de São Paulo é rota migratória de baleias-jubartes; até julho foram registrados 695 avistamentos de cetáceos, mais de 70% acima do registrado no mesmo período de 2024 (403).
- O Porto de São Sebastião é o único no Brasil com protocolo de proteção a cetáceos, e desde 2023 não houve acidentes, mesmo com avistamentos frequentes.
- As principais orientações do protocolo incluem manter o motor em ponto morto na presença de cetáceos, respeitar 100 metros de distância e não perseguir os animais ou permanecer perto por mais de 30 minutos, além de reduzir ruídos.
- A dragagem envolve 57 mil metros cúbicos de sedimentos; o monitoramento por drone busca evitar impactos aos cetáceos, e a atividade deve seguir até o final de setembro.
Durante as obras de desassoreamento no Porto de São Sebastião, no litoral norte de São Paulo, um drone embarcado monitora a aproximação de baleias e golfinhos na área de dragagem. Caso algum cetáceo se aproxime, o sistema emite alerta e as atividades são interrompidas até que o animal se afaste com segurança.
O porto mantém protocolo para proteger cetáceos e, desde 2023, não registra acidentes na região. O procedimento é aplicado por todos os navios que operam no local, seguindo orientações de organizações ligadas à conservação, incluindo a Great Whale Conservancy.
A equipe de monitoramento é integrada por 12 olheiros do Grupo de Alerta de Baleias, que se revezam no canal de São Sebastião. Quando acionado, o alarme aciona não apenas a prática de navegação, mas também praticagem e equipes de apoio.
Baleias, turismo e contexto regional
Entre junho e julho, avistamentos de cetáceos aumentaram no litoral norte. Dados locais indicam 695 avistamentos até o fim de julho, ante 403 no mesmo período de 2024, um crescimento de mais de 70%. Apesar disso, não houve registro de riscos ou acidentes com navegar.
O Jaguaribe do Tebar, terminal da Petrobras, já mostrou funcionamento do sistema de alarme ao registrar saltos de uma jubarte juvenil em junho, sem incidentes. A experiência motiva a adesão contínua ao protocolo pelo Porto de São Sebastião.
Segundo a coordenação, a dragagem visa remover 57 mil metros cúbicos de sedimentos, depositados em dique de contenção. A operação pode atrair peixes e outros animais, aumentando o potencial de aproximação de cetáceos, o que reforça a necessidade de monitoramento persistente durante o processo.
O drone permite detectar baleias a distância suficiente para acionar a pausa das dragas. O trabalho deve seguir até o fim de setembro, com foco na proteção das baleias e das tartarugas que utilizam a área durante o período de inverno.
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