- Revisão reúne diretrizes clínicas sobre manejo da constipação crônica, destacando o papel de fibras na alimentação como medida mais eficaz.
- Frutas, verduras, legumes, cereais integrais e leguminosas são apontados como aliados para melhorar o trânsito intestinal; psyllium é citado como opção com evidência clínica consolidada.
- Kiwi aparece como alimento com evidência consistente de melhoria na frequência e na consistência das evacuações, embora nem todas as diretrizes o incluam.
- Outras opções mencionadas com menor frequência incluem óxido de magnésio, ameixas secas, água rica em magnésio e suplementos fitoterápicos; as recomendações costumam ser vagas quanto à dose e tempo de uso.
- Recomenda-se aumentar gradualmente a ingestão de fibras, manter hidratação adequada e atividade física; o psyllium pode atuar como fibra funcional com efeitos prebióticos e outros benefícios à saúde.
A constipação crônica afeta milhões, gerando desconforto e frustração. Uma revisão recente na Proceedings of the Nutrition Society reúne diretrizes e evidências sobre estratégias alimentares para tratar o problema. O destaque fica para o aumento de fibras na dieta.
Diretrizes de cinco países—Europa, França, México, Coreia e Espanha—convergem no uso de fibras como medida mais eficaz. Frutas, verduras, legumes, cereais integrais e leguminosas aparecem como aliados centrais para melhorar o trânsito intestinal. Além disso, o psyllium ganha apoio por evidência clínica.
Também são citadas opções como óxido de magnésio, ameixas secas, água mineral com magnésio e suplementos fitoterápicos, em menor frequência. O kiwi surge como alimento com evidência consistente de benefício na frequência e na consistência das evacuações.
Recomendações práticas e limitações das diretrizes
A revisão aponta que muitas recomendações são vagas, com expressões como “aumentar fibras” sem indicar dose, tempo de uso ou necessidade de acompanhamento médico. Ensaios clínicos mais claros são necessários para orientar pacientes e profissionais.
Para quem convive com a condição, as medidas seguras continuam simples: aumentar gradualmente a ingestão de fibras, manter boa hidratação e realizar atividades físicas. Quando necessário, o psyllium pode ser utilizado como suplemento.
Pesquisadoras ressaltam detalhes sobre o psyllium. *Natália Valente* explica que a fibra é extraída de sementes da planta Plantago psyllium, gerando um gel que sai do intestino ao entrar em contato com a água. Esse gel ajuda no trânsito intestinal e no controle de várias condições.
*Marión Aguilar* recomenda ingestão de 5 a 10 gramas diários, em duas a três porções, enfatizando que a água é essencial para evitar inchaço ou piora da constipação. A pesquisadora também orienta avaliar doenças gastrointestinais antes de iniciar o uso.
A pesquisadora Natália Valente destaca que o psyllium atua no equilíbrio do cólon, tem efeito prebiótico e pode favorecer a absorção de nutrientes. Além disso, contribui para reduzir o colesterol total e o LDL, ajuda no controle da pressão arterial e pode melhorar marcadores de diabetes.
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