- Exposição “Ants: Tiny Creatures, Big Lives” do Bruce Museum, em Greenwich, Connecticut, será aberta em 13 de novembro e usa réplicas ampliadas para mostrar os formigueiros e a diversidade das espécies.
- No escritório do curador, imagens de formigas de diferentes espécies foram usadas como demonstração; as formigas-pote-de-mel eram modelos de plástico criados na impressora 3D do museu.
- A grande maioria das formigas exibidas é fêmea; machos aparecem apenas para o voo nupcial e morrem pouco depois.
- Estima-se que existam 2,5 milhões de formigas para cada pessoa no mundo, totalizando cerca de 12 megatoneladas de peso; há cerca de 20 mil espécies.
- Ninhos de formigas cortadeiras podem chegar a quase seis metros de profundidade, com entradas e túneis complexos; a mostra também apresenta modelos de formigueiros em alumínio criados por Walter Tschinkel.
Um museu dos EUA apresenta a diversidade das formigas por meio de uma exposição e de modelos ampliados. O Bruce Museum, em Greenwich, Connecticut, prepara a mostra Ants: Tiny Creatures, Big Lives, que abre em 13 de novembro. O curador é Daniel Ksepka, responsável pela seção de ciências.
No ambiente do museu, uma invasão de formigas simuladas chamou a atenção. Na parede acima de uma mesa, havia réplicas de formigas de várias espécies, feitas em plástico e impressas em 3D. Em uma prateleira estavam duas formigas-pote-de-mel com supostos “balões” amarelos no estômago.
A curiosidade não para por aí. As peças demonstram que a maioria das formigas mostradas no itinerário é feminina, com poucos machos. O objetivo é ilustrar o papel dessas insetos na natureza, desde ninhos elaborados até jardins de fungos e coleta de alimento.
O museu destaca números surpreendentes sobre o grupo. Um censo de 2022, realizado pela Universidade de Hong Kong, estima 2,5 milhões de formigas para cada pessoa no mundo. Ao todo, o peso agregado de todas as formigas seria de 12 megatoneladas.
A mostra projeta ainda uma escala curiosa de tamanho. Réplicas ampliadas mostram desde as menores espécies até a maior, Dinoponera gigantea, com olhos e ferrões evidenciados pela escala absurda. A ideia é comparar o invisível ao olho humano com imagens impactantes.
Outra peça importante é um molde de formigueiro em alumínio, criado pelo pesquisador Walter Tschinkel. O objeto simula a arquitetura de ninhos complexos, com corredores, entradas e espaços ramificados, comparáveis a edifícios residenciais.
A exposição também traz uma peça de referência sobre a origem das formigas costeiras, destacando que há habitats em diversas regiões, com exceção da Antártica. A curadoria visa mostrar a riqueza de espécies e comportamentos, sem sensacionalismo.
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