- Em Manaus, estudo investiga a biodiversidade de insetos da Amazônia usando uma torre de 40 metros para captar fauna em diferentes alturas da floresta.
- O BioInsecta, coordenado pelo biólogo Dalton Amorim, partner do BioDossel do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, reúne esforços para ampliar a taxonomia da fauna.
- As coletas são feitas em alturas de 8, 16, 24 e 32 metros, revelando que a fauna do dossel é muito mais diversa do que a do solo.
- O trabalho ocorreu ao longo de 14 meses em três interflúvios entre as bacias dos rios Amazonas, Madeira e Solimões, com o objetivo de medir o turnover faunístico entre pontos.
- Estima-se que entre 90% e 98% das espécies de insetos da Amazônia ainda são desconhecidas, com mais de 60% da biodiversidade de insetos vivendo acima do solo.
Do alto de uma torre de 40 metros, pesquisadores observam a diversidade de insetos da Amazônia em diferentes alturas da floresta. O projeto em andamento busca revelar padrões de riqueza e organização da fauna, indo além do que já era conhecido no solo.
A iniciativa envolve o BioInsecta, coordenado pelo professor Dalton Amorim da USP, e o BioDossel, ligado ao Inpa, sob José Albertino Rafael. A parceria entre instituições visa estruturar coletas em várias camadas da floresta e em três interflúvios próximos a Manaus.
O objetivo central é mapear espécies de insetos até alturas de 8 a 32 metros, incluindo o dossel, onde a fauna é mais diversa do que se supunha. Estima-se que entre 90% e 98% das espécies ainda sejam desconhecidas para a fauna amazônica.
A primeira etapa do trabalho, acompanhada pelo Jornal da USP, ocorreu ao longo de 14 meses. As coletas foram realizadas em três interflúvios entre rios da região, com foco em entender o turnover faunístico entre pontos de amostra.
Resultados anteriores mostram que a fauna do dossel é significativamente diferente da fauna do solo, levando a mudanças na estratégia de coleta. A equipe já utilizava uma cascata de armadilhas para registrar espécies em diferentes alturas.
Ao ampliar a rede de coletas, os pesquisadores pretendem sensibilizar financiadores sobre a importância de expandir o estudo para outras áreas da Amazônia, incluindo uma atuação fora do triângulo Manaus-Maranhão, como Gurupi.
A coordenação ressalta que o conhecimento gerado não ficará apenas com taxonomistas. Dados de biodiversidade devem alimentar ecólogos, engenheiros florestais e especialistas em conservação para orientar políticas públicas e práticas de manejo.
Diferentes imagens das expedições ilustram a pesquisa: fotos de Dalton Amorim na torre ZF-2, de equipes desdobrando armadilhas e de aberturas na copa das árvores, reforçando o cenário de campo em ambiente remeto à floresta amazônica.
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