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Pesquisa identifica nova espécie de inseto que ataca cana-de-açúcar

Nova espécie de cigarrinha, Mahanarva diakantha, identificada em lavouras de cana-de-açúcar, pode orientar estratégias de manejo e agricultura de precisão

Imagem da espécime adulto de Mahanarva spectabilis em vista lateral. (UNESP/Rodrigo Souza Santos Samara Araújo da Silva/ Creative Commons Licence (CC-By)/Reprodução)
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  • Foi descrita a nova espécie Mahanarva diakantha (cigarrinha-da-raiz) em lavouras de cana-de-açúcar, identificada pela genitália dos machos com duas espinhas, diferenciando-se de M. fimbriolata e M. spectabilis.
  • A descoberta envolveu pesquisadores da Unesp (Rio Claro) e da PUCRS, com publicação no Bulletin of Entomological Research, da Universidade de Cambridge.
  • A(Característica da pesquisa) combinou morfologia e genômica para confirmar a nova espécie, destacando a necessidade de abordagens integradas na taxonomia de insetos.
  • A identificação abre caminho para estratégias de agricultura de precisão e controle específico, incluindo avaliação de produtos biológicos como opções de manejo.
  • A cooperação entre universidade, setor privado (Grupo São Martinho) e centros como o Centro de Pesquisa em Engenharia – Fitossanidade em Cana-de-Açúcar (Cepenfito) é apontada como fator-chave para avanços no controle de pragas na cana-de-açúcar.

A cana-de-açúcar, base da atividade agroindustrial brasileira, ganhou atenção com a descrição de uma nova cigarrinha, Mahanarva diakantha, identificada em lavouras do país. A descoberta envolve morfologia e genômica e pode influenciar estratégias de manejo e agricultura de precisão. O estudo foi publicado no Bulletin of Entomological Research, da Universidade de Cambridge.

A nova espécie foi identificada por pesquisadores da Unesp de Rio Claro e da PUCRS, com a participação da Embrapa Araras na hipótese inicial. Mais de 300 indivíduos, coletados entre 2012 e 2015,意见 foram analisados para apoiar a diferenciação entre M. diakantha e as espécies já conhecidas, como M. fimbriolata.

Descoberta e diferenciação

A diferenciação combinou dados morfológicos e genômicos. A característica marcante é a genitália dos machos, com parte bifurcada e pontiaguda na nova espécie, contrastando com formatos quadrangulares nas demais. Esse traço inspirou o nome Diakantha, que significa dois espinhos.

Implicações para manejo de pragas

A identificação facilita a formulação de estratégias de controle específicas. Substâncias usadas contra uma espécie podem ter eficácia inferior contra outra, exigindo ajustes em defensivos e em abordagens de manejo integrado. O uso atual de fungo Metarhizium anisopliae permanece entre as táticas.

Perspectivas de pesquisa e cooperação

Pesquisadores pretendem avançar com a montagem genômica das três cigarrinhas, para entender sua divergência evolutiva, possivelmente ocorrida nos últimos 100 mil anos. Estudos de biologia, populações e reatividade de cultivares deverão orientar novas ações de controle.

Colaboração público-privada e impactos regionais

A pesquisa envolveu Unesp, PUCRS e empresas do setor privado, com apoio da Fapesp e do Grupo São Martinho via Cepenfito. O centro concentra projetos voltados a saúde vegetal e manejo de pragas, alinhando ciência básica a necessidades do setor sucroalcooleiro.

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