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Brasil mantém negociação para acordo de medicamento injetável contra HIV

Padilha prioriza acesso a novas estratégias de prevenção, incluindo lenacapavir de longa duração, sem registro, com discussão sobre transferência e preço

Ministro Padilha anuncia prioridade para PrEP injetável de longa duração (lenacapavir) no SUS. Brasil negocia tecnologia e preço, celebra redução de mortes - Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
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  • O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o acesso a novas estratégias de prevenção contra a AIDS é prioridade, citando a incorporação do lenacapavir de longa duração no SUS, ainda sem previsão.
  • O lenacapavir é uma injeção a cada seis meses para Profilaxia Pré-Exposição ao HIV e ainda não tem registro sanitário no Brasil; estudos indicam alta eficácia na prevenção.
  • O governo discute transferência de tecnologia e participação brasileira, sem anunciar ainda a quebra de patente, buscando parceria para viabilizar a produção local.
  • Países da América Latina ficaram de fora de uma versão genérica do medicamento para 120 países de baixa renda, com preço inicial de 40 dólares a cada seis meses, o que exclui nações de renda média; governo brasileiro critica a proposta.
  • Nos Estados Unidos, o lenacapavir já está registrado com custo estimado em mais de 28 mil dólares por pessoa ao ano; uma representante da articulação contra a AIDS ressalta a possibilidade de quebra de patente caso não haja acordo.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou no Dia Mundial de Luta contra a Aids que o acesso a novas estratégias de prevenção é prioridade do Ministério. Em Brasília, ele tratou da incorporação do lenacapavir, ainda sem registro no Brasil, ao SUS, com debate sobre transferência de tecnologia.

O lenacapavir é uma formulação injetável de longa duração aplicada a cada seis meses para Profilaxia Pré-Exposição ao HIV. A promessa é ampliar a eficácia da prevenção em relação ao uso diário de comprimidos, mas ainda não há previsão de incorporação ao sistema público.

Durante o evento de inauguração da campanha Nascer sem HIV, viver sem aids, no SESI Lab, Padilha destacou a participação brasileira em estudos clínicos e a busca pela transferência de tecnologia. A cerimônia integra as ações do Dezembro Vermelho 2025, que celebra 40 anos da resposta brasileira à Aids.

Transferência tecnológica e preço

Padilha mencionou a necessidade de acordo para transferência de tecnologia; não há registro do produto no Brasil até o momento. Países de baixa renda já recebem uma versão genérica com preço estimado alto, o que motiva questionamentos sobre acessibilidade no SUS.

A representante Carla Almeida, da Articulação Nacional de Luta contra a Aids, afirmou que, sem acordo, o governo pode considerar uma quebra de patente. O custo nos EUA é estimado em mais de 28 mil dólares por pessoa ao ano, o que aumenta a pressão por soluções nacionais.

Fonte: Agência Brasil, com informações de Pedro Rafael Vilela.

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