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Brasil mantém posição em acordo de PrEP de longa duração

Brasil foca lenacapavir de longa duração para prevenção da Aids; registro pendente, possibilidade de quebra de patente, após queda de 13% de óbitos

© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
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  • O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o acesso a novas estratégias de prevenção é prioridade e citou a incorporação do lenacapavir ao SUS como demanda ainda sem previsão.
  • O lenacapavir é uma injeção de longa duração, aplicada a cada seis meses, para Profilaxia Pré-Exposição ao HIV, e ainda não tem registro sanitário no Brasil.
  • Há discussão sobre transferência tecnológica e possibilidade de quebra de patente para ampliar o acesso ao medicamento.
  • O boletim epidemiológico mostrou queda de 13% nos óbitos por AIDS entre 2023 e 2024, com mortes abaixo de 10 mil pela primeira vez em três décadas; os casos também recuaram 1,5%.
  • O SUS mantém a oferta gratuita de terapia antirretroviral e, entre pessoas diagnosticadas, mais de 225 mil já utilizam a combinação lamivudina mais dolutegravir, ajudando a avançar as metas 95-95-95.

O Ministério da Saúde retomou prioridades em prevenção da Aids, no Dia Mundial de Luta contra a Aids. O foco é ampliar o acesso a novas estratégias e tecnologias, como a PrEP de longa duração, ainda sem registro no Brasil. A medida busca avançar metas globais de 95-95-95.

O ministro Alexandre Padilha afirmou que o tema é central e que o governo avalia a incorporação do lenacapavir, tratamento injetável a cada seis meses, ainda sem aprovação sanitária no país. O medicamento é desenvolvido pela Gilead.

Avanços e desafios da prevenção

A representante Carla Almeida, da Articulação Nacional de Luta contra a Aids, mencionou a possibilidade de transferência tecnológica e, se não houver acordo, a discussão sobre quebra de patente. A pauta envolve inovação e acesso.

O Brasil mantém a oferta gratuita de terapia antirretroviral pelo SUS e registra redução de óbitos por Aids. Entre 2023 e 2024 houve queda de 13%, segundo boletim do Ministério da Saúde, com queda também nos casos.

O SUS atende mais de 225 mil usuários com a combinação lamivudina + dolutegravir, considerada eficaz e bem tolerada. O diagnóstico aponta queda nos indicadores de transmissão vertical da HIV e evolução para as metas globais.

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