- O Ministério da Saúde realizou a edição on-line de “Diálogos em Saúde Ambiental” na tarde de 26 de novembro, com foco na vigilância ambiental e no Plano Mercúrio, lançado na COP-30 em Belém.
- O Plano Mercúrio, apresentado durante o webinário, tem seis eixos temáticos, 44 ações e 224 atividades, e prevê integração intersetorial para 2025–2030.
- O foco é proteger populações expostas ao mercúrio, especialmente comunidades do campo, da floresta e das águas, povos indígenas, ribeirinhos, quilombolas, gestantes, lactantes e crianças.
- Entre as medidas estão a criação de um centro de referência em saúde na Amazônia, ampliar a capacidade laboratorial do Sistema Único de Saúde para análise de mercúrio, e qualificar sistemas de informação, com maior integração entre vigilância, atenção à saúde, meio ambiente e educação.
- A execução está prevista entre 2025 e 2030, com expectativa de tornar parte das ações permanentes no SUS, além de mapear áreas de risco, estimar populações expostas e estabelecer indicadores de monitoramento.
O Ministério da Saúde realizou mais uma edição do webinário on-line Diálogos em Saúde Ambiental, voltado a profissionais do Brasil. O foco foi fortalecer ações de vigilância ambiental e apresentar o Plano Mercúrio para populações expostas ao mercúrio. O encontro ocorreu na tarde desta quarta-feira (26/11).
A palestra, apresentada pela doutora em Epidemiologia Jaqueline Martins, destacou a consolidação do Plano Mercúrio, lançado na COP-30, em Belém, entre 10 e 21 de novembro. A moderatedora foi a consultora técnica Fernanda Junqueira Salles, da Coordenação-Geral de Vigilância em Saúde Ambiental.
O Plano Mercúrio organiza suas ações em seis eixos temáticos, com 44 ações e 224 atividades. A proposta envolve expansão da vigilância e da atuação do SUS para monitorar, prevenir e promover saúde de comunidades expostas, especialmente indígenas, ribeirinhos e quilombolas, além de trabalhadores.
Segundo Martins, o mercúrio é uma substância altamente tóxica e persistente no ambiente, com risco aumentado na região amazônica pela bioacumulação. O plano visa ampliar o conhecimento técnico e orientar gestores na implementação de medidas.
O documento detalha metas para 2025 a 2030 e prevê a criação de um centro de referência em saúde na Amazônia. Também prevê ampliar a capacidade laboratorial do SUS para análise de mercúrio e fortalecer a integração entre vigilância, atenção à saúde e setores ambientais e educativos.
Entre as ações, está a qualificação de sistemas de informação, a promoção de pesquisas científicas e a criação de indicadores para mapear áreas de risco e populações expostas. A atuação deverá se tornar, em grande parte, permanente no SUS. Suellen Siqueira, Ministério da Saúde.
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