- Desde julho, o NIH concedeu mais de US$ 1,7 milhão em novos financiamentos e extensões para pesquisas com gatos, apesar de dizer que trabalha para reduzir esse tipo de estudo.
- Um dos novos projetos, com US$ 486 mil, investiga o fluxo sanguíneo cerebral pós-AVC em gatos jovens, com remoção de parte do crânio, injeção de vírus no cérebro e indução de AVC.
- Outro projeto, com US$ 439 mil, testa terapia gênica para glaucoma humano em gatinhos mutantes, que recebem doses virais no olho e são abatidos ao fim dos experimentos.
- Sete estudos com gatos foram estendidos desde julho, somando quase US$ 572 mil, incluindo avaliação de coordenação de membros após lesão.
- Grupos de fiscalização afirmam que os repasses contradizem as declarações da NIH sobre reduzir o uso de gatos; a NIH diz estar revisando o portfólio e incentivando alternativas sem animais.
O NIH continua financiando experimentos com gatos, ainda que tenha afirmado que está buscando reduzir esse tipo de pesquisa. Entre julho e agora, foram concedidos mais de 1,7 milhão de dólares em novas e estendidas bolsas para estudos com felinos, incluindo projetos de fluxo sanguíneo cerebral após AVC e terapias gênicas para glaucoma.
Segundo o material divulgado, envolvem-se gatos jovens, com procedimentos que incluem remoção de parte do crânio, injeções virais no cérebro, restrições para exames e eutanásia ao final. Em outra linha de pesquisa, gatos com glaucoma, recém-nascidos, recebem tratamento viral ocular seguido de dissecção ocular. A ONG WCW contesta tais decisões.
Governo federal e posicionamento
A WCW argumenta que a alocação contraria as declarações públicas do NIH sobre o tema e afirma que o argumento de constrangimento legal para encerrar projetos é insuficiente. Dados internos apontam que sete estudos com gatos foram estendidos desde julho, somando quase 572 mil dólares, elevando o financiamento total dessas pesquisas para aproximadamente 38 milhões de dólares ao longo da linha do tempo.
O NIH sustenta que está revisando o portfólio de pesquisa em cães e gatos para promover transição para alternativas não animais, com políticas recentes incentivando métodos sem animais. Em resposta, a instituição afirma que não há obrigação legal de manter financiamentos além do fim do orçamento vigente e que busca maior uso de métodos como órgãos em chip, modelos computacionais e dados humanos.
O caso envolve ainda críticas de autoridades externas e debates sobre o papel de modelos animais na ciência. Organizações e legisladores observam que mudanças estruturais vêm sendo aceleradas em diferentes níveis do governo, com ações recentes que já começaram a excluir parte de pesquisas com animais de laboratório.
Entre na conversa da comunidade