- Estudo liderado por Yanagisawa, divulgado em agosto de 2025, mostra encolhimento generalizado dos juhyo no Monte Zao com base em fotos desde 1933.
- Na década de 1930, os juhyo tinham entre cinco e seis metros de largura; depois da Segunda Guerra, ficaram geralmente entre dois e três metros; desde 2019, muitas vezes medem menos de meio metro.
- Causas apontadas: aquecimento climático e pragas nas firs (todomatsu), incluindo surto de lagarta em 2013 e brocas a partir de 2015; cerca de 23 mil abetos morreram em Yamagata.
- A diminuição da folhagem reduz a superfície de apoio para gelo, contribuindo para o encolhimento das formações.
- Ações de conservação incluem a Conferência de Revitalização dos juhyo, iniciada em março de 2023, e transplante de plântulas desde 2019 para manter a floresta e o turismo na região de Zao Onsen.
Em Mount Zao, no norte do Japão, os juhyo — formações de geada nas firs — têm chamado atenção. Estudo divulgado em agosto de 2025 aponta que os monstro de neve estão ficando mais finos ao longo das décadas, com variações de tamanho.
A pesquisa, liderada por Yanagisawa, analisa fotografias desde 1933 para medir a espessura das estruturas. Dados indicam que os juhyo passaram de 5–6 m em 1930s para frequentemente 2–3 m nas décadas seguintes e, desde 2019, muitas vezes menos de 0,5 m. As causas apontadas incluem aquecimento climático e ataques de pragas.
Causas e impactos
O pesquisador aponta que a Aomori todomatsu, árvore anfitriã, sofreu surtos de mariposa em 2013 e, em 2015, ataque de besouros que perfuram o tronco. Em Yamagata, cerca de 23 mil firs morreram, o que reduz a superfície de acúmulo de neve e gelo.
A perda de espessura compromete não apenas o espetáculo natural, mas também a economia local ligada ao turismo, que envolve hotéis, restaurantes e comércio de souvenires. Especialistas destacam que mudanças climáticas podem impedir a formação de juhyo em invernos mais quentes.
Ações de conservação e participação local
Em 2023, a prefeitura de Yamagata criou a Juhyo Revival Conference, com pesquisadores, autoridades, empresários e moradores para coordenar esforços de restauração das florestas. Desde 2019, já foram transplantadas mais de 190 plântulas naturalmente regeneradas para a zona de cume.
Estudantes locais participam de projetos de reflorestamento e observam desafios como roedores que atacam mudas no solo. Professores ressaltam que a sobrevivência das firs depende de ações contínuas ao longo de várias décadas. A prioridade é manter o legado dos juhyo para a região.
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