Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Proteínas do mesmo gene afetam saúde e doenças raras de modo distinto

Descoberta mostra que a maioria dos genes gera várias proteínas, mutações podem afetar apenas isoformas específicas, trazendo leituras com SwissIsoform

MIT researchers are finding that the majority of genes code for more than one protein. That means that a mutation that might seem insignificant because it does not appear to affect the known protein could nonetheless alter a different protein made by the same gene.
0:00
Carregando...
0:00
  • Cerca de 25 milhões de americanos com doenças genéticas raras enfrentam falta de tratamentos eficazes e de boa informação, e muitos não têm diagnóstico claro.
  • A ideia de que cada gene produz apenas uma proteína é questionada: a maioria dos genes pode gerar várias proteínas, e mutações podem afetar apenas versões específicas.
  • Em dois casos de SIFD, mutações afetaram apenas uma das proteínas produzidas pelo gene TRNT1, resultando em apresentações clínicas distintas.
  • Foi criada a ferramenta SwissIsoform para identificar mutações relevantes que afetam versões específicas de proteínas em pacientes.
  • O objetivo é melhorar diagnóstico, compreender a biologia da doença e avançar para terapias personalizadas no futuro.

Poucas informações sobre doenças genéticas raras chegam aos pacientes de forma clara, e muitos ainda carecem de diagnósticos precisos. Pesquisadores apontam que bilhões de genomas podem ocultar versões alternativas de proteínas, o que complica a interpretação de mutações.

Um estudo publicado no Molecular Cell, em 7 de novembro, revisa como genes que costumam produzir mais de uma proteína podem alterar a relação entre genótipo e doença. A pesquisa mostra que mutações aparentemente sem efeito podem impactar proteínas diferentes produzidas pelo mesmo gene.

A investigação envolve o Whitehead Institute, MIT, e o Boston Children’s Hospital. Dois casos de SIFD — sideroblastic anemia com imunodeficiência B, febres periódicas e atraso no desenvolvimento — ajudam a ilustrar: mutações que afetam apenas uma das proteínas podem levar a apresentações clínicas distintas.

Casos clínicos e a descoberta

Em parceria com Mark Fleming, chefe de patologia do Boston Children’s, os pesquisadores identificaram mutações que eliminam apenas a versão mitocondrial ou apenas a versão nuclear de proteínas associadas ao gene TRNT1. Os pacientes apresentaram sinais atípicos de SIFD, fortalecendo a hipótese de que versões diferentes da proteína contribuem de formas distintas.

A partir dessa constatação, desenvolvem-se estratégias para ampliar a detecção de mutações relevantes. Surge a ferramenta SwissIsoform, destinada a identificar variantes que afetam versões específicas das proteínas, incluindo mutações não detectadas por métodos tradicionais.

Implicações e próximos passos

Os autores defendem que considerar múltiplas proteínas produzidas por um mesmo gene pode melhorar o diagnóstico e a compreensão da biologia de doenças. A longo prazo, o trabalho visa apoiar terapias personalizadas no campo de doenças raras. Atualmente, a ênfase está em disseminar esse conceito entre clínicos e pacientes.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais