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Waymo: carros autônomos são 9 vezes mais seguros contra acidentes graves

Waymo divulga dados de quase 161 milhões de quilômetros: 91% menos acidentes graves, 80% menos ferimentos e 96% menos colisões em cruzamentos; barreiras regulatórias permanecem

A Waymo é uma empresa de veículos autônomos e subsidiária da Alphabet, controladora do Google (Allen J. Schaben / Los Angeles Times/Getty Images)
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  • Estudo da Waymo analisa quase cento e sessenta e um milhões de quilômetros percorridos até junho de dois mil e vinte e cinco em quatro cidades (Los Angeles, San Francisco, Phoenix e Austin), apontando noventa e um por cento menos acidentes com ferimentos graves, oitenta por cento menos ferimentos e noventa e seis por cento menos colisões em cruzamentos.
  • A Waymo divulga dados completos de desempenho, destacando transparência frente a rivais; Tesla e outras companhias não oferecem o mesmo nível de divulgação.
  • Resistência regulatória: cidades como Washington e Boston impõem barreiras, incluindo a exigência de operadores humanos dentro dos veículos.
  • Autores associam os resultados a benefícios para a saúde pública; no total, mais de trinta e nove mil pessoas morreram em acidentes de trânsito em dois mil e vinte e quatro nos Estados Unidos, com custos anuais estimados acima de US$ um trilhão.
  • A tecnologia permanece restrita a áreas específicas e previamente mapeadas; mapas e limitações geográficas são obstáculos para adoção em larga escala.

Waymo, subsidiária da Alphabet, divulgou um estudo que abrange quase 161 milhões de quilômetros percorridos até junho de 2025 em quatro cidades americanas: Los Angeles, San Francisco, Phoenix e Austin. O levantamento aponta que veículos autônomos da empresa registraram 91% menos acidentes com ferimentos graves em relação a condutores humanos, 80% menos ferimentos de qualquer tipo e 96% menos colisões em cruzamentos. A Waymo ressalta transparência ao publicar dados completos, ao contrário de rivais.

A companhia opera com sensores LiDAR, câmeras e radares, circulando apenas em áreas mapeadas. Mesmo com resultados promissores, obstáculos persistem, como limitações geográficas e requisitos regulatórios que impõem operadores humanos em alguns estados. O estudo reforça a visão de que a tecnologia pode contribuir para a saúde pública, mas não substitui a necessidade de regras claras.

Desempenho e limites

Segundo a análise, incidentes graves envolvendo os próprios veículos foram raros e, quando ocorreram, as causas ficaram associadas a outros agentes no trânsito. A publicação destaca que o comparativo com motoristas humanos é possível pela disponibilidade de dados completos da Waymo, o que não é comum entre concorrentes.

Regulação e contexto

Cidades como Washington e Boston têm resistido à expansão, exigindo presença de operadores humanos dentro dos carros autônomos. Em 2024, as fatalidades no trânsito dos EUA chegaram a mais de 39 mil, com custos econômicos estimados em mais de US$ 1 trilhão, segundo autoridades públicas.

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