- A vacinação no Brasil caiu, com metas de cobertura do Programa Nacional de Imunizações abaixo de noventa e cinco por cento para várias vacinas.
- Em dois anos, sessenta e quatro brasileiros morreram por falta de doses, incluindo vinte e um óbitos por coqueluche.
- O país, que já foi referência mundial, enfrenta queda de imunização após a pandemia e a disseminação de informações falsas sobre vacinas.
- A Advocacia-Geral da União acionou extrajudicialmente a Meta (WhatsApp, Instagram e Facebook) para suspender conteúdos divulgados por três médicos antivacina.
- O Ministério da Saúde afirma investir em campanhas de comunicação e monitoramento de fake news; os médicos citados negam ser antivacina e dizem ter contratado advogados.
Brasil enfrenta queda acentuada na vacinação e aumento de casos de doenças preveníveis, voltando a preocupar autoridades. Dados recentes apontam 64 mortes por falha na imunização em dois anos, sendo 21 por coqueluche. A situação chega em meio a ações legais contra conteúdos antivacina na rede.
Especialistas apontam que a queda de cobertura começou entre 2015 e 2016, agravou-se com a pandemia e com a desinformação. O Ministério da Saúde mantém metas de vacinação de pelo menos 95% do público-alvo, mesmo diante dos novos desafios.
O quadro é agravado pela atuação de vozes antivacina, que ganham espaço em momentos de campanha. Em resposta, a Advocacia-Geral da União moveu ação extrajudicialmente contra a Meta, administradora de WhatsApp, Instagram e Facebook, visando a suspensão de conteúdos ligados a três médicos.
A visão de especialistas aponta que a desestruturação da atenção primária, dificuldades de acesso e interrupções no abastecimento de doses contribuíram para a queda. Além disso, a disseminação de informações falsas abala a confiança na eficácia das vacinas.
Apesar do recuo, o governo federal tem investido em campanhas de comunicação e monitoramento de notícias falsas. O objetivo é identificar propagação de desinformação e levar responsáveis à Justiça, para evitar maior hesitação vacinal.
Pesquisadores destacam que parte das vacinas infantis ainda está abaixo da meta de 95% de cobertura, variando entre 80% e 85%. Em relação a doenças como sarampo, o contexto global em crescimento contrasta com o status brasileiro de certificação de país livre, mantido pela OMS.
Dirigentes de entidades médicas reforçam a urgência de estratégias de divulgação eficazes, com linguagem clara e acessível. Há também defesa de ampliar horários de funcionamento das unidades e ampliar campanhas para reverter a desinformação, mantendo o foco na proteção da população.
Representantes de médicos citados reconhecem disputas públicas sobre vacinação, afirmando não defendem posição antivacina. Eles destacam que todas as vacinas do PNI são seguras e enfatizam o papel da vacinação na proteção coletiva, sem favorecer posicionamentos contrários.
A análise oficial aponta que as ações contra conteúdos antivacina devem ser acompanhadas de medidas de educação em saúde. A prioridade é manter a confiança no Programa Nacional de Imunizações e evitar o ressurgimento de doenças controladas no Brasil.
Entre na conversa da comunidade