- O ministro Alexandre Padilha participou pela terceira vez do Sangue Corinthiano, em São Paulo, marcando o início da vacinação contra o VSR no estado.
- O objetivo é incentivar a doação de sangue e fortalecer ações de cuidado à saúde, com foco na vacinação de gestantes contra o VSR.
- O governo lançou a campanha para 1,8 milhão de doses de vacinas contra o VSR, com investimento de R$ 1,17 bilhão, em parceria com o Instituto Butantan para fabricação local.
- O grupo prioritário são gestantes a partir da 28ª semana de gravidez; a vacina também protege o bebê nascido, reduzindo hospitalizações.
- No primeiro lote nacional, foram destinadas 134,5 mil doses ao estado de São Paulo, sendo 34 mil para a capital; a oferta pelo SUS é gratuita.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou neste sábado, em São Paulo, do projeto Sangue Corinthiano na Neo Química Arena. A ação, promovida pelo Corinthians, incentiva a doação voluntária de sangue e integra uma agenda de cuidado à saúde. Foi a terceira participação de Padilha no movimento.
Ao discutir saúde pública, Padilha lembrou a importância da vacinação como política complementar, destacando o início da vacinação contra o vírus sincicial respiratório (VSR) no estado. O ministro ressaltou o papel do SUS na oferta gratuita de serviços. O evento ocorreu em meio a anúncios sobre o programa de imunização.
Vacinação contra o VSR e aquisição de doses
O governo informou a aquisição de 1,8 milhão de doses de vacina contra o VSR, no valor de cerca de R$ 1,17 bilhão, com parceria ao Instituto Butantan para fabricação local. A vacinação terá como foco gestantes a partir da 28ª semana de gravidez, visando proteção para o bebê.
Segundo o Ministério da Saúde, 134,5 mil das 673 mil doses do primeiro lote nacional foram destinadas a São Paulo, com 34 mil para a capital. A transferência de tecnologia permitirá ampliar a produção no Brasil, aumentando a autonomia e o acesso.
A vacina atua na proteção imediata do recém-nascido e pode ser administrada junto com influenza e covid-19. O VSR é responsável por grande parte das bronquiolites e pneumonias em crianças até dois anos, reduzindo internações e a gravidade dos quadros clínicos.
Em 2025, até 15 de novembro, o Brasil registrou 43,1 mil casos de SRAG causados pelo VSR, com mais de 35,5 mil hospitalizações em crianças menores de dois anos. O manejo clínico permanece com suporte, oxigênio, hidratação e broncodilatadores quando necessário.
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