Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Diversidade de astrócitos ao longo do espaço e do tempo

Atlas do MIT mapeia diversidade dinâmica de astrocitos em camundongos e marmosetas, com mudanças regionais e pós-natais em cerca de 1,4 milhão de células

Astrocytes (yellow) are a type of non-neuronal or glial brain cell known to play vital roles in the brain’s development and function. Guoping Feng’s lab has created an atlas that details how astrocytes’ populations shift as brains develop, mature, and age.
0:00
Carregando...
0:00
  • Novo atlas do MIT mapeia a diversidade dinâmica de astrócitos em camundongos e marmosetas ao longo de seis estágios de vida e em quatro regiões cerebrais, com cerca de 1,4 milhão de células analisadas.
  • As regiões cerebrais apresentam padrões de expressão gênica distintos entre si, e esses astrócitos mudam ao longo do desenvolvimento, especialmente entre nascimento e início da adolescência.
  • As quatro regiões estudadas foram córtex pré-frontal, córtex motor, estriado e tálamo, e a análise utilizou o transcriptoma de cada célula.
  • A diversidade regional também aparece na morfologia dos astrócitos, visualizada por expansão de microscopia de alta resolução.
  • Pesquisadores alertam para cautela na comparação entre espécies e destacam o atlas como ferramenta para entender interações astrocyte-neurônio e orientações para estudos futuros.

O MIT divulgou um atlas que mapeia a diversidade dinâmica de astrocytes em modelos de cérebro de camundongos e marmosetes. O estudo envolve seis estágios de vida, desde o embrião até a velhice, e quatro regiões cerebrais, com a análise de cerca de 1,4 milhão de células. O objetivo é entender como esses gliócitos não neurais mudam ao longo do tempo e do espaço.

A pesquisa, liderada por Guoping Feng, usa coleta de células de quatro regiões: córtex pré-frontal, córtex motor, estriado e tálamo. A investigação abrange desenvolvimento, maturação e envelhecimento, oferecendo um panorama da especialização regional das astrocytes entre espécies.

O atlas foi apresentado na edição de novembro da revista Neuron e financiado pelo NIH BRAIN Initiative, além do Centro de Pesquisa em Autismo de MIT. Os dados abertos permitem que outros pesquisadores explorem padrões de expressão gênica e potenciais interações com neurônios.

Contexto e objetivos

Ao analisar os transcriptomas de cerca de 1,4 milhão de neurônios e células da glia, o estudo enfocou especificamente as astrocytes para entender diversidade espacial, temporal e entre espécies. A abordagem combina sequenciamento de RNA com imaging de alta resolução por expansão.

Principais achados

Em todas as fases de vida, as astrocytes apresentaram padrão regional distinto, com mudança pronunciada após o nascimento. Entre o nascimento e a adolescência, ocorreram as mudanças mais marcantes, associadas à reconfiguração de circuitos neurais.

Implicações e próximos passos

Os autores ressaltam que a diversidade regional varia entre camundongos e marmosetes, o que aconselha cautela ao extrapolar resultados entre espécies. O atlas deverá orientar pesquisas sobre doenças neurológicas e interações astrocyte-neurônio em diferentes estágios do desenvolvimento.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais