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Acesso à internet cresce entre classes, mas ainda é desigual

Uso móvel domina: 87% de D/E acessam internet apenas por celular; 33% registram queda de velocidade ao esgotar o pacote e 30–37% buscam pacotes adicionais

TIC Domicílios mostra avanço do acesso à internet (86% lares), mas com desigualdades por renda, idade e escolaridade - Foto: ES Brasil
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  • Em 2025, 86% dos domicílios têm acesso à internet no Brasil, totalizando cerca de 157 milhões de usuários diretos e até 163 milhões com acesso via aplicativos.
  • Ainda há desigualdade: nas classes D e E, 73% têm internet, e 87% usam a rede apenas por celulares.
  • O uso móvel domina: 55% têm pacotes suficientes, 33% sofrem queda de velocidade ao completar o pacote e 30–37% buscam pacotes adicionais.
  • Inteligência artificial generativa já é usada por 32% dos brasileiros, com variações significativas por renda e escolaridade.
  • Gov.br é amplamente utilizado, com 56% da população nacional, mas há disparidades regionais (Nordeste, 48%); 19% dos brasileiros já apostam online.

A TIC Domicílios revelou que a internet está presente em 86% dos domicílios no Brasil em 2025, maior marca da série iniciada em 2015, com 51% de acesso. O número total de usuários fica entre 157 e 163 milhões, dependendo de como se computam acessos indiretos por apps.

O estudo mostra acentuadas desigualdades por renda: nas classes D/E o acesso ainda é inferior, com 73% dos lares conectados, ante quase universal nas classes A e B (99% e 95%). O uso por celular domina entre as camadas com menos renda, atingindo 87%.

Em 2025, o acesso móvel é predominante: 87% dos brasileiros das classes D/E usam apenas celular para acessar a internet. Apesar disso, 55% possuem pacotes suficientes, 33% enfrentam redução de velocidade após o uso completo e 30-37% buscam pacotes adicionais.

A pesquisa aponta avanço da conectividade em áreas rurais, onde 77% estão conectados. Entre estudantes, 98% dos com ensino superior usam a internet, e 74% com ensino fundamental também acessam a rede. Idade influencia: pessoas de 10 a 44 anos passam de 90% de uso.

Adoção de serviços públicos digitais também cresce, com 56% da população usando o gov.br. Regionalmente, Nordeste registra 48% de uso, enquanto a média nacional fica entre 57% e 60%. O estudo analisa ainda qualidade de acesso em pacotes móveis.

Pontos adicionais indicam mudanças no uso da rede: 32% dos brasileiros já utilizam IA generativa, com maior índice entre jovens e pessoas de classe A. Em 2025, apostas online alcançam 19% dos brasileiros, com maior participação masculina.

Sobre hábitos, o uso principal continua ser comunicação, como mensagens instantâneas (92%), chamadas de vídeo (81%) e redes sociais (80%). Houve queda no uso para assistir a filmes, de 77% em 2024 para 71% em 2025.

Segundo o relatório, pagamentos via pix já são adotados por 75% dos usuários. A pesquisa também mede apostas online, com categorias como cassinos, rifas, esportes e loterias, refletindo ampliação do comércio digital.

A TIC Domicílios é realizada pelo CETIC.br, com apoio da UNESCO, para mapear acesso às TIC em lares e indivíduos a partir de 10 anos. As informações ajudam a entender desigualdades regionais, econômicas e de idade no uso digital.

Fonte: Agência Brasil

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