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Consumo excessivo de energéticos pode elevar risco de doença cardíaca e derrame

Homem de cinquenta anos, saudável, sofreu AVC após consumir oito energéticos por dia; estudo aponta relação com hipertensão grave e apela por regulação

The doctors behind the study have called for greater regulation of the sales and advertising of energy drinks. Photograph: Jack Taylor/Getty Images
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  • Homem de 50 anos, geralmente saudável, teve AVC após consumir cerca de oito bebidas energéticas por dia (aproximadamente 1.200 mg de cafeína diários).
  • Sua pressão arterial na entrada no hospital era de 254/150 mmHg, considerada muito alta, e diminuiu temporariamente com medicamentos.
  • Ao voltar para casa, a pressão voltou a subir e só normalizou após reduzir drasticamente o consumo de energéticos; não houve recuperação completa do AVC.
  • O caso, registrado no BMJ Case Reports, aponta possível relação entre o consumo elevado de energéticos e hipertensão secundária e acidente vascular cerebral.
  • Médicos defendem maior regulação da venda e da publicidade de bebidas energéticas, especialmente direcionadas a jovens, como forma de proteger a saúde cardiovascular.

Um caso divulgado pela BMJ Case Reports aponta que o consumo elevado de bebidas energéticas pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares e de AVC. Um homem de 50 anos, saudável, apresentou um acidente vascular cerebral após manter o hábito de oito bebidas por dia.

Segundo os médicos, o paciente chegou ao hospital com pressão arterial de 254/150 mmHg, um valor extremamente alto. No hospital, foi medicado para baixar a pressão, mas o quadro voltou a apresentar elevação ao retornar para casa.

Ao investigar o consumo, os profissionais identificaram ingestão diária total de cerca de 1.200 mg de cafeína, muito acima do limite recomendado de 400 mg. Após interromper o hábito, a pressão normalizou e a necessidade de remédios diminuiu.

Regulação e publicidade de bebidas energéticas

Os médicos afirmaram que há ampla divulgação sobre efeitos do álcool e do tabaco, mas pouca atenção aos riscos associadas ao consumo de energéticas. O caso sugere possível efeito contributivo dessas bebidas na hipertensão secundária e nos eventos cerebrovasculares.

A equipe médica recomenda possível aumento da regulação de venda e publicidade, principalmente voltada a públicos jovens, para melhorar a saúde cardiovascular a longo prazo. Eles também destacam a necessidade de investigar o consumo de energéticas em pacientes jovens com AVC ou hipertensão inexplicada.

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