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Jennifer Lewis discute tecidos personalizados feitos a partir do próprio corpo

MIT.nano destaca palestra de Jennifer Lewis sobre impressão 3D de tecidos humanos com vasculatura perfusável, Octobot e SWIFT, dedicada a Dresselhaus

Left to right: MIT.nano Director Vladimir Bulović, the Fariborz Maseeh (1990) Professor of Emerging Technologies at MIT; Jennifer Lewis PhD ’91, the Hansjörg Wyss Professor of Biologically Inspired Engineering at Harvard University and the 2025 Dresselhaus Lecturer; and Ritu Raman, the Eugene Bell Career Development Assistant Professor of Tissue Engineering in the MIT Department of Mechanical Engineering.
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  • No dia 3 de novembro de 2025, MIT.nano realizou a Dresselhaus Lecture, com público híbrido de mais de 500 pessoas.
  • Jennifer Lewis mostrou o Octobot, um robô suave movido a circuito oscilante, impresso com inks sacrificial que mudam de estado com temperatura.
  • A pesquisadora discutiu ampliar o SWIFT para tecidos humanos, incluindo vasculatura multiescala, com células do próprio paciente para melhor compatibilidade.
  • O processo usa inks que se liquefazem ou solidificam com temperatura para criar lumens vasculares perfundíveis.
  • O evento foi dedicado a Mildred Dresselhaus, com sessão de perguntas a seguir, conduzida por Ritu Raman.

Jennifer Lewis, professora da Harvard University, apresentou a 7ª Dresselhaus Lecture organizada pela MIT.nano no dia 3 de novembro de 2025. O evento ocorreu em formato híbrido, com público presencial e remoto, totalizando mais de 500 participantes. O tema abordado foi a criação de tecidos a partir das próprias células do paciente para uso terapêutico.

Na apresentação, Lewis mostrou o Octobot, robô octópode movido por inks sacrificial, que mudam de estado com temperatura. A demonstração ilustrava impressão 3D sem camada por camada, permitindo impressão 3D livre de materiais até então. Um circuito oscilante central controla o combustível e a expansão dos tentáculos.

A pesquisadora discutiu o avanço da técnica SWIFT — sacrificial writing into functional tissue — para tecidos humanos com vasculatura multiescalar. O objetivo é imprimir tecidos cardíacos, renais e cerebrais a partir de células do próprio paciente, reduzindo a necessidade de immunosuppressão.

Tecnologias de impressão e aplicações

Lewis explicou o uso de inks sacrificiais que solidificam ou se liquefazem com variação de temperatura para criar redes vasculares perfundíveis. O processo visa deixar lumens abertos para fluxo contínuo de fluidos, aproximando-se da circulação sanguínea.

A palestrante ressaltou a expansão do desenho de vasculatura para múltiplas escalas e a integração de tecidos com função biológica. A equipe demonstra resultados com células cardíacas que passam de batimento isolado para batimento conjunto sob SWIFT.

Homenagem e parceria acadêmica

Ao final, a pesquisadora dedicou a palestra a Millie Dresselhaus, reconhecendo a inspiração que a líder proporcionou à comunidade científica. A sessão de perguntas contou com Ritu Raman, professora associada de engenharia mecânica no MIT.

Raman elogiou as contribuições de Lewis e destacou o impacto das ferramentas desenvolvidas para pesquisas de engenharia de tecidos. A conversa abordou hardware e software de impressão 3D, reparo de tecidos e biotecnologia em ambiente espacial.

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