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Estudo do MIT mostra como restabelecer visão em adultos com ambliopia

Em camundongos, anestesia temporária do olho amblyópico por dois dias igualou a resposta neural ao olho bom, via bursts no núcleo geniculado lateral (LGN) dependentes de canais T-type

MIT researchers studying the common vision disorder amblyopia (commonly known as “lazy eye”) have shown in lab mice that temporarily anesthetizing the affected eye can “reboot” connections within the brain’s visual system, improving measures of visual input.
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  • Em camundongos, anestesiar temporariamente o olho amblyópico por dois dias restaurou a força das vias visuais até paridade com o olho não amblyópico.
  • O achado sugere potencial tratamento para ambliopia em humanos, mesmo em idade adulta, destacando uma possível aplicação direta no olho amblyópico.
  • O mecanismo envolve “bursting” de sinais no núcleo geniculado lateral (LGN) dependentes de canais de cálcio do tipo T.
  • A necessidade desses bursts foi confirmada ao bloquear os canais de cálcio e observar que a anestesia do olho não amblyópico deixou de ter efeito terapêutico.
  • O estudo, publicado em 25 de novembro na revista Cell Reports, recomenda confirmar os resultados em mais espécies antes de avanços em humanos.

Em camundongos, pesquisadores da MIT mostram que anestesiar temporariamente o olho amblyópico por dois dias restaura a força das vias visuais até paridade com o olho sem ambliopia. O estudo, divulgado em Cell Reports, sugere potencial para tratamento humano, ainda requer confirmação em mais espécies.

A pesquisa explica que a anestesia da retina causa padrões de bursts no LGN, dependentes de canais de cálcio T-type. Ao bloquear esses canais, o efeito terapêutico deixa de ocorrer, indicando que os bursts são necessários para a recuperação da entrada do olho amblyópico no cortex visual.

Os dados foram coletados com injeção única de tetrodotoxina, que tira a retina de funcionamento por dois dias. Uma semana depois, a atividade cortical indicou equilíbrio entre as entradas dos dois olhos, fortalecendo a hipótese do tratamento direto no olho amblyópico.

Os autores destacam a relevância de testar o método em mais espécies, com sistemas visuais próximos ao humano, antes de qualquer aplicação clínica. A equipe liderada por Mark Bear também envolve Madison Echavarri-Leet PhD ’25, que assina como autora principal.

O trabalho também discorre sobre resultados anteriores, que mostraram recuperação visual ao temporariamente anestesiar o olho não ambliópico. A nova evidência amplia o leque de estratégias para tratar ambliopia na vida adulta, mantendo a cautela necessária para etapas futuras.

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