- Pesquisadores britânicos, liderados pelo British Museum, apresentam evidência de que humanos teriam criado e controlado o fogo há cerca de 400 mil anos, em Barnham, Suffolk, no leste da Inglaterra.
- Artefatos encontrados no local incluem argila aquecida, hachas de sílex esmagadas pelo calor e dois pedaços de pirita de ferro, provavelmente usados por grupos de Neandertais.
- A argila aquecida não foi causada por incêndio florestal; testes geoquímicos indicam que os incêndios ocorreram repetidamente em um ponto específico.
- A pirita de ferro pode gerar faíscas ao acertar o sílex, ajudando a acender o fogo, o que sugere conhecimento dessas propriedades em grupos antigos.
- O estudo, conduzido por diversas instituições e divulgado na revista Nature, sustenta que o domínio do fogo ampliou a adaptabilidade humana, facilitou o preparo de alimento e o desenvolvimento social e linguístico.
Durante uma coletiva no British Museum, pesquisadores anunciaram evidências de que humanos modernos controlavam o fogo há cerca de 400 mil anos, em Barnham, Suffolk, no leste da Inglaterra. Os artefatos queimados encontrados indicam uso repetido do fogo no local.
O material inclui uma área de argila aquecida, ferramentas de sílex com estilhaços de calor e dois fragmentos de pirita, usados para acender outras chamas. Os achados sugerem que grupos de Neandertais já dominavam técnicas de fogo.
A equipe do estudo aponta que a queima de argila não ocorreu por incêndio florestal, mas sim por ações repetidas no mesmo ponto. A pirita de origem natural pode produzir faíscas ao choque com o sílex, facilitando o acendimento.
Segundo Rob Davis, curador do projeto Pathways to Ancient Britain, o domínio do fogo ampliou a adaptabilidade humana e a ocupação de territórios do norte, além de viabilizar cozinhar alimentos e fortalecer vínculos sociais. O estudo será detalhado na Nature.
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