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Met pode ter metade dos presos recentes com TDAH não diagnosticado

Estudo com trezentos e três detidos em Londres aponta neurodivergência não diagnosticada em metade, defendendo triagens para decisões legais mais justas

The study took place at police custody centres, where people who had been detained were offered voluntary screening for ADHD and autism carried out by a healthcare professional or detention officer.
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  • Estudo da Universidade de Cambridge, realizado em seis custódias de Londres em 2024, com 303 presos elegíveis, mostra que 71% concordaram com triagem para neurodivergência.
  • Entre os avaliados, 50% sem diagnóstico de TDAH pontuaram acima do limiar para possível TDAH não diagnosticado.
  • Além disso, 60% tinham diagnóstico positivo ou traços de TDAH entre pessoas presas por crimes relacionados a drogas.
  • A pesquisa, feita em parceria com a Polícia Metropolitana, sugere triagens informais para identificar neurodivergência e facilitar acesso a apoio e defesa adequada.
  • Estudos anteriores já indicavam superpresença de neurodivergentes em prisões e a possível relação entre autismo, TDAH e envolvimento com o sistema de justiça.

A pesquisa conduzida em seis custódias da polícia de Londres, em 2024, envolveu 303 presos elegíveis e avaliou a possibilidade de triagem para neurodivergência. O objetivo era entender se sinais de ADHD e autismo não diagnosticados afetam decisões legais e acesso a apoio. O estudo é realizado em parceria com a polícia de Londres.

Ao todo, 71% dos detidos consentiram em participar da triagem voluntária. Entre eles, metade sem diagnóstico prévio de ADHD mostrou pontuação acima do limiar indicativo. O levantamento também apontou que 60% possuíam diagnóstico positivo ou traços de ADHD entre pessoas presas por crimes relacionados a drogas.

O estudo foi liderado pela University of Cambridge, com participação do Autism Research Centre (ARC). A pesquisadora Dra. Tanya Procyshyn e o detetive sênior Dion Brown coordenaram as atividades, que ocorreram em postos de custódia. A equipe utilizou questionários para indicar possíveis traços, não oferecendo diagnósticos formais no local.

Os instrumentos usados incluíram versões adaptadas do Self-Report Scale de ADHD e do Autism-Spectrum Quotient. Embora não definam diagnóstico, ajudam a identificar indivíduos que demandam avaliação adicional. A maioria dos participantes consentiu em receber informações sobre como buscar diagnóstico formal.

Entre os dados, 8% dos presos já tinham diagnóstico de ADHD, acima da média populacional. Outros 50% sem diagnóstico mostraram traços sugestivos de ADHD. Em relação ao autismo, 4,2% tinham diagnóstico existente, com 5,4% pontuando acima do limiar para traços não diagnosticados.

Implicações da triagem

A pesquisa aponta que a identificação precoce pode auxiliar na interpretação de comportamentos e na oferta de proteção legal adequada. Autores defendem que a triagem voluntária pode reduzir criminalização de comportamentos mal interpretados.

A equipe ressalta que os resultados não diagnosticam, mas indicam necessidade de avaliação formal. A iniciativa visa orientar decisões judiciais mais informadas e ampliar o acesso a apoio adequado para indivíduos neurodivergentes no sistema de justiça.

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