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No uso da linguagem, o contexto é fundamental

Estudo com oitocentas pessoas identifica três clusters de habilidades pragmáticas e potenciais vias neurais, com perspectivas para autismo e variações culturais

Understanding what someone truly means when their words say something else is part of pragmatic language. This skill includes interpreting sarcasm, metaphors, white lies, and other conversational subtleties.
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  • Estudo com 800 pessoas identificou três clusters de habilidades pragmáticas: convenções sociais, conhecimento do mundo físico e entonação, sugerindo processos neurais semelhantes.
  • A abordagem usou diferenças individuais, avaliando se o mesmo conjunto de processos cerebrais sustenta diferentes tarefas pragmáticas.
  • Autores principais: Evelina Fedorenko e Edward Gibson, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (Massachusetts Institute of Technology, MIT); publicação na Proceedings of the National Academy of Sciences.
  • A pesquisa reforça que compreender linguagem depende do contexto — social, físico e tópico da conversa — e das pistas não literais.
  • Futuras linhas de estudo podem usar neuroimagem para cruzar as habilidades com regiões cerebrais e investigar autismo e variações culturais na interpretação de indireções.

Dois estudos recentes reuniram dados de centenas de participantes para entender como funciona a pragmática na linguagem. A pesquisa identifica três conjuntos de habilidades pragmáticas — baseadas em convenções sociais, conhecimento do mundo e entonação — e sugere que processos neurais comuns podem sustentar essas funções.

O estudo, liderado por Evelina Fedorenko e Edward Gibson do MIT, envolveu 800 voluntários. Eles combinaram tarefas de compreensão de linguagem com abordagens de diferenças individuais para mapear padrões de desempenho e supostos mecanismos cerebrais.

Os resultados indicam que diferentes tipos de inferências podem recair em processos neurais distintos, mas possivelmente ligados. A equipe busca confirmar essas ligações com imagens cerebrais e explorar aplicações em autismo e variações culturais. A pesquisa foi publicada na Proceedings of the National Academy of Sciences.

Contexto e método

Pesquisas anteriores destacavam a importância do contexto para entender mensagens. A nova abordagem usou dados de desempenho de grandes grupos para identificar clustes de habilidades sem depender apenas de tarefas em scanners de ressonância.

Os pesquisadores montaram uma bateria de 20 tarefas ligadas a humor, ironia, metáforas e nuances de entonação. Em duas fases, com 400 participantes cada, as respostas se agruparam em três grupos: contexto social, conhecimento do mundo e entonação.

Desdobramentos e próximos passos

Os autores afirmam que diferenças de QI ou de processamento auditivo não explicam sozinhos os padrões observados. O próximo passo é usar neuroimagem para relacionar cada componente a áreas cerebrais específicas, como o sistema linguístico e o de teoria da mente.

A pesquisa também aponta aplicações potenciais em estudos com autismo e em comparação entre culturas. A equipe enfatiza a necessidade de entender como diferentes normas comunicativas influenciam a pragmática, sem pressupor uniformidade entre grupos.

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