- Brasil escolhe áreas estratégicas para avançar em ciência, foco em biodiversidade, energias alternativas sustentáveis e segurança alimentar.
- Documento intitulado Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação entra em fase de consulta pública para receber contribuições da comunidade acadêmica.
- Renato Janine Ribeiro entregou o documento ao presidente Lula, como integrante do grupo que o criou, destacando que o objetivo é selecionar temas nos quais o Brasil possa aspirar à liderança mundial.
- A estratégia utiliza duas perspectivas: necessidades da economia e capacidades científicas disponíveis, visando desenvolvimento de um PIB mais robusto.
- O texto aponta IA como tema em desenvolvimento, mas afirma que o Brasil não deverá liderar sozinha nessa área, concentrando-se em poucas frentes com potencial de liderança.
A Brasil está definindo áreas estratégicas para avançar em ciência, tecnologia e inovação na próxima década. O documento Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação está em fase de consulta pública para receber contribuições da comunidade acadêmica.
O objetivo é orientar investimentos e pesquisas, considerando as necessidades da economia e da sociedade. O grupo que elaborou a estratégia entregou o material ao presidente Lula em Brasília, na semana passada, segundo avaliação do professor envolvido.
Para Renato Janine Ribeiro, a proposta seleciona temas prioritários onde o Brasil pode alcançar liderança mundial, com base na capacidade instalada e no potencial de desenvolvimento. A ideia não é apenas atender demandas, mas gerar progresso científico de alto nível.
Entre as áreas destacadas, o foco recai sobre biodiversidade, energias alternativas sustentáveis e segurança alimentar. O estudo aponta que esses temas contam com pesquisadores qualificados e espaço para avanço significativo no cenário internacional.
Embora a inteligência artificial seja citada como área de interesse, o documento aponta que o Brasil não pretende liderar nesse campo diante do investimento de EUA e China. A meta é liderar em poucas áreas com enorme impacto econômico e social.
A proposta ressalta que o país pode impulsionar pesquisas de ponta em temas escolhidos, sem abrir mão de expandir capacidades em áreas estratégicas já existentes. A discussão pública visa consolidar um conjunto de prioridades compartilhadas.
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