- Nova estimativa aponta 274.000 koalas em New South Wales, com levantamento feito em mais de mil locais no estado.
- Foram usados drones térmicos e gravadores acústicos, em mais de seis mil quilômetros de voos noturnos e mais de quatrocentas mil horas de gravação.
- Dados foram usados para modelar ocupação e abundância da espécie e contribuíram para o programa nacional de monitoramento de koalas.
- As estimativas anteriores variavam entre 15.000 e 30.000, mas a mudança reflete melhoria de técnica e não necessariamente um aumento real na população.
- Apesar da nova leitura, koalas seguem classificados como ameaçados, com desafios como perda de habitat, doenças e atropelamentos, guindando decisões de conservação.
A NSW aponta nova estimativa de koalas: 274 mil indivíduos foram identificados no estado, mais que o dobro da faixa anterior. O levantamento, realizado pelo governo, utiliza ferramentas modernas como drones térmicos e gravadores acústicos. O objetivo é mapear a distribuição e a abundância, contribuindo para o monitoramento nacional.
Mais de 1.000 locais, entre parques nacionais, florestas estaduais e áreas privadas, foram pesquisados. O estudo envolveu 6.500 km de voos noturnos e mais de 400 mil horas de gravação durante a temporada de reprodução dos koalas. Os dados alimentam modelos de ocupação e densidade por hectare.
Os valores não indicam, por si s, um aumento populacional. Trata-se de um retrato mais preciso, fruto de novas tecnologias e de maior cobertura de campo. As informações assimiladas ao programa nacional de monitoramento ajudam a calibrar políticas públicas.
Contexto e comparação nacional
Na vanguarda, o CSIRO divulgou estimativa nacional entre 729 mil e 918 mil koalas, com base em dados de monitoramento. Em 2023, a faixa nacional ficou entre 287.830 e 628.010 animais, porém sem indicar mudança de tendência. Especialistas ressaltam a importância de monitoramentos contínuos.
O relatório estadual destaca áreas com baixa presença de koalas, como o oeste extremo, a região de Pilliga e boa parte da costa sul. Esses índices orientam decisões de conservação e alocação de recursos.
Reação de autoridades e organizações
O governo de NSW mantém o koala como espécie ameaçada, citando riscos como perda e fragmentação de habitat, doenças, atropelamentos e impactos climáticos. A titular do meio ambiente, Penny Sharpe, enfatizou o uso dos dados para direcionar ações futuras.
Para a ONG WWF-Austrália, os números ajudam, mas não significam recuperação; destacam avanços técnicos na busca por animais. A avaliação completa envolve a saúde populacional, viabilidade e distribuição ao longo do tempo.
Perspectivas para políticas locais
O anúncio acontece no contexto de planos para o grande parque nacional do koala, com 176 mil hectares adicionais de floresta para ampliar a rede de conserv ação. Autores da coalizão elogiariam continuidade de estratégias de conservação, enquanto críticos ressaltam a necessidade de impactos reais sobre a população.
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