- Glioblastoma é o tipo mais comum de câncer cerebral em adultos, com prognóstico geralmente ruim após cirurgia, radioterapia e quimioterapia, e a imunoterapia com inibidores de checkpoint costuma ser ineficaz por causa dos macrófagos no tumor.
- Um estudo do MIT mapeia a coevolução entre macrófagos e glioblastoma, identificando oitocentos peptídeos alterados na co-cultura.
- Seis antígenos foram selecionados como alvos terapêuticos, com terapias gênicas baseadas em mRNA que atrasam ou erigem tumores em modelos de camundongos.
- Pesquisadores planejam usar células dendríticas e testar os alvos em modelos vivos para ampliar o estudo.
- A pesquisa foi publicada na Cancer Research, com apoio do Instituto Nacional do Câncer e do MIT Center for Precision Cancer Medicine.
A equipe do MIT Koch Institute, liderada por Forest White, mapeou a coevolução entre macrófagos e glioblastoma. O estudo identificou mais de 800 peptídeos com expressão alterada na co-cultura de macrófagos e células de glioblastoma. Pesquisas sugerem novos alvos terapêuticos com mRNA.
Foram selecionados seis antígenos com aumento de expressão em glioblastoma ou macrófagos para terapias gênicas. Terapias mRNA imunoestimuladoras, testadas em modelos de camundongos, atrasaram o crescimento tumoral e, em alguns casos, levaram à erradicação.
A pesquisa usa imunopeptidômica para mapear antígenos na superfície celular, oferecendo visão integrada do estado celular. Resultados mostram potencial para combinar as terapias com inibidores de checkpoint no tratamento do glioblastoma.
Resultados-chave
- Mais de 800 peptídeos alterados na co-cultura; 33 proteínas relacionadas a sinalização de citocinas aparecem.
- Antígenos de Rho GTPase aumentam em glioblastoma sob interação com macrófagos.
- Seis antígenos selecionados para terapias gênicas com mRNA geraram desaceleração ou erradicação de tumores em camundongos.
Caminhos futuros
- Planeja-se explorar dendritic cells e modelos vivos para ampliar a compreensão da apresentação de antígenos.
- Pesquisas devem confirmar se padrões observados em células se traduzem a modelos animais e a pacientes.
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