- Inundações na Indonésia, que deixaram quase mil mortos, podem ter devastado o habitat dos Tapanuli na West Block, em Sumatra, onde antes havia cerca de 581 indivíduos.
- Estima-se que entre seis por cento e onze por cento dos orangotangos tenham morrido, aumentando o riso de extinção devido ao tamanho pequeno da população.
- Foi encontrado um orangotango morto suspeito, e cientistas destacam a necessidade de uma survey imediata, proteção ampliada das áreas remanescentes e suspensão de novos empreendimentos que prejudiquem o habitat.
- A West Block é a área mais densamente populada pela espécie e sofreu danos na paisagem montanhosa, com fendas e deslocamento de habitats.
- O governo suspendeu licenças para novos projetos na região e pediu revisão, ressaltando a ligação entre desmatamento, mudanças climáticas e enchentes e defendendo medidas de conservação.
A inundação devastadora na Indonésia, que deixou quase 1.000 mortos, pode ter causado danos severos ao habitat do orangotango-da-tártara (Tapanuli) na região West Block, em Sumatra. Antes do desastre, havia cerca de 581 indivíduos nessa área, o principal reduto conhecido da espécie, classificada cientificamente em 2017.
Segundo especialistas, a perda de entre 6% e 11% da população aumenta o risco de extinção, frente à sua distribuição extremamente restrita. Já foi encontrado um orangotango morto suspeito na região, o que reforça a necessidade de ações rápidas para mapear impactos e proteger o restante do habitat.
A área atingida pelo deslizamento de terra, árvores e água apresenta marcas em vastas encostas, com trechos de mais de um quilômetro de extensão. A situação é agravada pela pressão de desmatamento, plantações, usinas e mineração na região de Batang Toru.
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Impacto e medidas emergenciais
Estudos combinam imagens de satélite com conhecimento da distribuição da espécie para estimar danos no West Block, área mais densamente povoada pelo Tapanuli. A restauração de florestas baixas e a ampliação de áreas protegidas são apontadas como medidas urgentes.
Autoridades indicaram suspensão de licenças para novos empreendimentos na região enquanto ocorre revisão ambiental. Pesquisadores defendem, ainda, levantamento imediato de fauna e proteção reforçada para o que resta do hábitat. A comunidade científica ressalta que mudanças climáticas contribuem para eventos extremos que afetam o ecossistema.
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