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OMS afirma não há relação entre vacinas e autismo

OMS mantém não há relação causal entre vacinas e autismo, após 31 estudos (2010–2025); mesmo com alumínio ou tiomersal, evidência não sustenta ligação

Tedros Adhanom Ghebreyesus Foto: Fabrice COFFRINI / AFP
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  • A OMS divulgou novo parecer que não há relação de causalidade entre vacinas e autismo, após revisar 31 estudos de vários países entre 2010 e 2025.
  • O comitê concluiu que as evidências não indicam relação, mesmo com vacinas que contêm alumínio ou tiomersal (conservante).
  • Este é o quarto exame desse tipo desde 2002, e todos chegaram à mesma conclusão: vacinas não causam autismo.
  • O diretor-geral, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que vacinas salvam vidas e destacou a queda da mortalidade de crianças com menos de cinco anos nos últimos 25 anos, de 11 milhões para 4,8 milhões.
  • A divulgação ocorre em meio à difusão, pelo CDC dos Estados Unidos, de uma teoria sobre relação entre vacinas e autismo, associada a Robert Kennedy Jr.; a teoria tem origem em estudo fraudulento de 1998 já desmentido.

O1: A OMS divulgou um parecer que não encontrou relação de causalidade entre vacinas e autismo, após revisar 31 estudos de diversos países publicados entre 2010 e 2025. A conclusão vale para vacinas usadas na infância e na gravidez, incluindo aquelas que contêm alumínio ou tiomersal.

O2: O comitê consultivo avaliou dados de saúde global e manteve o veredito de que as vacinas não causam transtornos do desenvolvimento neurológico. O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, destacou que imunizações salvam vidas e ajudam a reduzir a mortalidade infantil.

O3: Tedros ressaltou que, nos últimos 25 anos, a mortalidade de crianças com menos de cinco anos caiu de 11 milhões para cerca de 4,8 milhões anuais, com as vacinas sendo a principal razão dessa melhoria. A OMS realiza, desde 2002, novas análises sobre o tema em intervalos regulares.

Contexto e dados

O parecer analisa 31 estudos realizados em múltiplos países, cobrindo períodos de 2010 a 2025. A avaliação incluiu vacinas que utilizam tiomersal como conservante e adjuvantes à base de alumínio. Mesmo com esses componentes, não houve evidência de relação com autismo.

Panorama internacional

A divulgação coincide com o momento em que o CDC dos EUA passou a veicular, publicamente, uma teoria sobre vínculos entre vacinas e autismo. A OMS mantém o posicionamento de que não há causalidade comprovada entre imunização e transtornos do desenvolvimento.

Observações finais

A OMS reforça que as informações são baseadas em evidências científicas atualizadas e revisadas por especialistas. A instituição continua monitorando a segurança vacinal para orientar políticas de saúde pública.

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