- Durante embarque e taxiamento, as partículas ultrafinas no interior do avião ficaram mais de duas vezes acima do nível considerado alto pela Organização Mundial da Saúde.
- A poluição se espalhou para comunidades vizinhas e para vários aeroportos, com padrões semelhantes em hubs europeus.
- No cruzeiro, a cabina apresentou níveis baixos de ultrafinas; no solo, as concentrações foram bem maiores.
- O estudo também mostrou padrões similares para o carbono preto (partículas de fuligem), com maior concentração nos aeroportos.
- Em Paris Charles de Gaulle, as ultrafinas foram detectadas a mais de 5 quilômetros do aeroporto; em Londres, em Gatwick e Heathrow, foram observadas concentrações significativas próximas às áreas periféricas, alcançando áreas urbanas.
Durante o embarque e o taxiamento, um estudo realizado por pesquisadores franceses encontrou níveis de partículas ultrafinas no interior de aeronaves muito acima do que a OMS define como alto. A pesquisa acompanhou voos entre Paris CDG e destinos europeus, com equipamentos posicionados em assentos da frente e na cozinha.
Os cientistas, vinculados à Université Paris Citié, constataram que partículas ultrafinas são invisíveis a olho nu e costumam escapar de monitoramento tradicional. O estudo reforça a preocupação com impactos na saúde, especialmente durante fases de manobra no solo.
Conforme os dados, a poluição no interior das cabines é mais elevada no embarque e no taxiamento, e tende a se dissipar em cruzeiro. O padrão se repetiu em vários hubs, com concentração que voltou a aumentar na aproximação ao destino.
Impacto e alcance
A pesquisa também mostrou que as concentrações se propagam para comunidades próximas aos aeroportos. Em Charles de Gaulle, partículas foram detectadas a mais de 5 km de distância. Em Heathrow, sinais chegaram a áreas centrais de Londres. Em solo, a poluição é maior do que em voo, segundo a avaliação.
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