- De outubro de 2024 a setembro de 2025, as temperaturas do Ártico estiveram entre as mais quentes já registradas, com os últimos dez anos entre os dez mais quentes no conjunto da região.
- O aquecimento do Ártico ocorre até quatro vezes mais rápido do que a média global, impulsionado pela queima de combustíveis fósseis.
- A extensão máxima de gelo marinho em 2025 foi a menor já registrada em quarenta e sete anos de monitoramento por satélite.
- O ano registrou precipitação recorde na região, e a cobertura de neve em junho ficou pela metade do que era há seis décadas.
- A camada de gelo da Groenlândia perdeu 129 bilhões de toneladas em 2025, contribuindo para o aumento do nível do mar e para impactos em ecossistemas e na pesca local.
O Ártico registrou um ano de calor recorde e queda acentuada de gelo marinho, conforme relatório anual. Entre outubro de 2024 e setembro de 2025, as temperaturas foram as mais altas em 125 anos de registro. Os últimos 10 anos compõem as 10 maiores altas já observadas.
O aquecimento ocorre quatro vezes mais rápido do que a média global e está alterando o papel regulador do Ártico no clima mundial. O menor alcance de gelo marinho já registrado em 2025, segundo o NOAA, marca a continuidade de uma tendência de redução de gelo.
O volume de gelo da Groenlândia também recuou significativamente: cerca de 129 bilhões de toneladas foram perdidas em 2025, contribuindo para o aumento do nível do mar. A cobertura de neve expandida ficou muito abaixo da média histórica.
Mudanças no regime de precipitação e no gelo
O ano registrou precipitação sem precedentes na região ártica, com impactos na estrutura de acumulação de neve. A presença de chuva no inverno é cada vez mais comum, alterando o formato das estações frias.
Especialistas destacam que a temperatura elevada persiste em várias temporadas, não apenas no verão, alterando o crescimento anual do gelo. A extensão de gelo marinho tem ficado mais baixa em meses chaves, sugerindo novo padrão para os próximos anos.
Consequências para ecossistemas e comunidades
A combinação de calor, chuva e redução de gelo afeta a forragem de animais que dependem da neve para encontrar alimento. Condições mais escorregadias também representam riscos para deslocamentos humanos na região.
A retração de gelo abre mares antes isolados, promovendo aquecimento adicional da água e impactos indiretos nas redes de pesca locais. Pequenas comunidades do Ártico relatam mudanças em padrões de abastecimento e economia.
Perspectivas para o futuro
Observadores indicam que a tendência de redução do gelo marinho pode se intensificar no próximo ciclo anual, com possibilidade de novo máximo de gelo mais baixo em 2026. Pesquisadores alertam para a necessidade de adaptação de infraestrutura costeira.
O estudo ressalta que o Ártico atua como termostato climático global, de modo que alterações nessa região tendem a reverberar em outros sistemas do planeta. A comunidade científica continua monitorando variações sazonais e seus impactos.
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