- Pesquisadores no Canadá registraram um caso raro de fêmea de urso polar adotando um filhote, identificada como X33991, da subpopulação de Hudson Bay Ocidental.
- A fêmea tinha um filhote no início da primavera; no mês passado foi avistada com dois filhotes de idade aproximadamente igual, indicando adoção.
- Adoção de filhotes por ursos polares é extremamente rara; entre 4.600 animais estudados, apenas 13 casos foram observados nos últimos 45 anos.
- Os dois filhotes, com 10 ou 11 meses, devem ficar com a mãe por mais 1,5 ano; os três seguem no gelo marinho, dependendo da caça a focas.
- Pesquisadores vão analisar amostras genéticas para confirmar se a mãe é conhecida e compreender melhor o que levou à adoção, que pode aumentar as chances de sobrevivência dos filhotes.
Um grupo de pesquisadores canadenses relata um caso raro de adoção entre ursos polares. A fêmea identificada como X33991 ganhou um segundo filhote após ter sido vista inicialmente com um único filhote, em ocorrência observada na costa do oeste de Hudson Bay. A adoção foi confirmada após monitoramento com colar de GPS realizado na primavera e observações no mês passado. A instituição Polar Bears International destacou que esse comportamento é incomum entre predadores árticos.
A pesquisadora Alysa McCall, da Polar Bears International, explicou que casos de adoção entre ursos polares são extremamente raros e apenas 13 já foram documentados na população estudada ao longo de 45 anos, que envolve cerca de 4.600 ursos. O novo episódio envolve três animais, todos da subpopulação de Hudson Bay.
Os filhotes adotados devem ter cerca de 10 ou 11 meses e devem permanecer com a mãe por aproximadamente 1,5 ano. As informações de localização com GPS indicam que o grupo já está sobre o gelo marinho, onde a mãe deve buscar presas, principalmente focas, para alimentar os filhotes.
Sobre a adoção entre ursos polares
A adoção aumenta as chances de sobrevivência do filhote adotado, segundo especialistas. Em observações anteriores, algumas adoções envolveram filhotes de mães vivas ou mudanças de ninhada, sem que o filhote fosse órfão. Ainda não se sabe por que esse comportamento ocorre.
A equipe de pesquisa planeja analisar amostras genéticas dos filhotes para determinar se a mãe já conhecia os indivíduos ou se ainda está vivo algum dos progenitores biológicos. Em alguns casos anteriores, a mãe biológica pode estar presente e ocorrer troca de crias, em vez de órfãos.
Os cientistas ressaltam que o episódio evidencia a complexidade das relações entre os predadores arcticos no ecossistema de Hudson Bay. O comportamento reforça o interesse em entender as estratégias de sobrevivência das espécies diante de ambientes desafiadores.
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