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Moradores dizem que usina de madeira piorou a cidade desde a chegada de Drax

Gloster enfrenta processo contra Drax por poluição tóxica; monitores registram VOCs elevados à noite e autoridades flexibilizam emissões para a planta

Carmella Wren-Causey has had trouble breathing after Drax moved into her town.
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  • Em 2014, a planta Amite Bioenergy, de propriedade do grupo britânico Drax, foi inaugurada em Gloster, Mississippi, para produzir pellets de madeira e gerar empregos.
  • Moradores acionaram a empresa na Justiça, alegando exposição a poluentes tóxicos em grandes quantidades e problemas de saúde.
  • Monitores instalados por pesquisadores detectaram altos níveis de compostos orgânicos voláteis (COV), principalmente à noite, próximos à fábrica e áreas residenciais vizinhas.
  • Em outubro de 2025, o departamento de qualidade ambiental do estado (MDEQ) autorizou a planta de Gloster a se tornar uma fonte “major” de poluentes perigosos, aumentando ainda mais as preocupações.
  • A história financeira da Drax mostra histórico de multas nos Estados Unidos, com críticas a impactos na saúde local e promessas de melhorias contínuas para reduzir emissões.

O grupo britânico Drax abriu a fábrica Amite Bioenergy em Gloster, no interior do Mississippi, em 2014, com o objetivo de produzir pellets de madeira e gerar empregos. Hoje, a cidade de cerca de 850 moradores enfrenta um processo contra a empresa por suposta exposição a poluentes tóxicos, além de monitoramentos que indicam níveis elevados de VOCs, especialmente à noite.

A atuação da planta tem sido alvo de críticas históricas por poluição e multas. Em 2020, a qualidade do ar na fábrica ultrapassou o limite de VOCs permitido, resultando em multa de 2,5 milhões de dólares; em 2022, houve acordo de 3,2 milhões na Louisiana. Em Gloster, novas fiscalizações avançaram na direção de endurecimento ambiental.

Segundo a comunidade, o mill gera poluição atmosférica e ruído constante, afetando a saúde local. Estudiosos de universidades americanas registraram concentrações noturnas de VOCs próximas a residências, associados a problemas respiratórios e de qualidade de sono. Oficiais do departamento ambiental local apresentam regulações em processo de ajuste.

Quando a emissão de poluentes foi ampliada em 2025 para transformar a planta em fonte de poluentes perigosos, o panorama legal se intensificou. Os moradores ingressaram com ação civil, buscando responsabilizar a empresa por suposta exposição massiva a substâncias tóxicas.

A história também envolve questões econômicas: a cidade de Gloster perdeu população há duas décadas, e a presença de grandes plantas industriais não garantiu dinamização suficiente do comércio local. A Drax afirma investir em melhorias, incluindo um oxidante térmico para reduzir VOCs, e ressalta compromisso com a segurança, a saúde e o meio ambiente.

Contexto regulatório e impactos

Dados de multas acumuladas indicam funcionamentos com falhas ambientais em Mississippi e Louisiana, nos últimos anos. Em Gloster, a empresa já recebeu sanções por ultrapassar limites de poluentes perigosos, mesmo diante de promessas de melhoria contínua. Autoridades locais afirmam manter vigilância e avaliações constantes.

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