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Fóssil Pé Pequeno pode ser nova espécie de hominídeo, aponta estudo

Estudo sugere que Pé Pequeno pode pertencer a espécie ainda não descrita, distinta de Australopithecus prometheus e Australopithecus africanus

Fotografia do Dr. Jesse Martin, da Universidade La Trobe, segurando o que acredita-se que possa ser um novo fóssil da árvore genealógica humana.
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  • Um estudo publicado na American Journal of Biological Anthropology sugere que o fóssil Pé Pequeno (StW 573) pode pertencer a uma espécie de hominídeo ainda desconhecida.
  • O Pé Pequeno é um dos fósseis mais completos já encontrados e teve seus ossos do calcanhar escavados em Sterkfontein, a quarenta quilômetros de Joanesburgo, com revelação pública em dois mil e dezessete.
  • Pesquisadores da Austrália o compararam com fósseis atribuídos a Australopithecus prometheus (MDL 1) e Australopithecus africanus, encontrando diferenças significativas no crânio.
  • As diferenças na base do crânio sugerem possibilidade de espécies distintas, já que essa região não varia rapidamente ao longo da evolução humana.
  • Os autores indicam que Australopithecus prometheus pode ser sinônimo de Australopithecus africanus, e que o Pé Pequeno pertence a uma espécie diferente.

O fóssil conhecido como Pé Pequeno, registrado como StW 573, pode representar uma nova espécie de hominídeo, segundo estudo recente. O fóssil completo foi revelado ao público em 2017, mas ossos do pé já eram conhecidos desde os anos 1990 na África do Sul. A pesquisa envolve pesquisadores da Universidade La Trobe, na Austrália.

A equipe compara o Pé Pequeno com fósseis de Australopithecus prometheus (MDL 1) e com exemplos atribuídos a Australopithecus africanus. Apesar de pertencer ao gênero Australopithecus, o Pé Pequeno não se assemelha às espécies já descritas. Diferenças principais emergem no crânio, especialmente na base do crânio.

Segundo o estudo publicado no American Journal of Biological Anthropology, o calcanhar do Pé Pequeno foi excavado por volta de 1980 no sistema de cavernas de Sterkfontein, a cerca de 40 km de Joanesburgo. A extração levou mais de 20 anos, após a redescoberta de 1994 por Ronald Clarke. Ao todo, foram recuperados aproximadamente 90% do esqueleto.

A equipe australiana avaliou o estado do crânio e concluiu que o Pé Pequeno apresenta um plano nucal mais alongado que o MDL 1. Os autores defendem que variações na base do crânio costumam ter menor variação evolutiva, o que reforça a possibilidade de uma espécie distinta para o Pé Pequeno.

Descobertas e implicações

Os pesquisadores argumentam ainda que o MDL 1 lembra mais A. africanus do que o Pé Pequeno. Em síntese, o estudo sugere que A. prometheus pode ser um sinônimo de A. africanus, com base na semelhança entre MDL 1 e a amostra maior de A. africanus. Assim, o Pé Pequeno seria atribuído a uma espécie separada.

Em termos de impacto científico, o trabalho aponta para a existência de diversidade ainda não reconhecida no grupo de hominídeos da África austral. As conclusões, no entanto, ainda dependem de novas análises e de confronto com outros fósseis.

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