- Uma mãe polar de cinco anos adotou um cub não biologicamente seu, em um caso raro observado junto à migração anual na baía de Hudson Ocidental, perto de Churchill, Manitoba.
- O segundo filhote apareceu após o nascimento inicial; os pesquisadores aguardam identificação da mãe biológica por meio de amostra genética.
- Até hoje, apenas treze casos de adoção foram registrados entre 4.600 ursos estudados há quase cinco décadas na região.
- Cientistas destacam que mudanças climáticas afetam a sobrevivência de ursos polares e que adoção pode contribuir para a sobrevivência dos filhotes.
- Os filhotes devem permanecer com a mãe até aproximadamente dois anos e meio, quando provavelmente seguirão para o gelo do mar para aprender a caçar.
Observadores que acompanham ursos polares na região de Hudson Bay/Churchill, no Canadá, registraram um caso raro de adoção entre ursos. Em quase cinco décadas de monitoramento, apenas 13 eventos desse tipo foram documentados, segundo as equipes de pesquisa.
A observação ocorreu durante a migração anual de ursos na região norte do Canadá, perto da cidade de Churchill, em Manitoba. A cadela adulta, com cerca de cinco anos, foi vista pela primeira vez com um filhote marcado, e, posteriormente, com um segundo filhote não marcado.
Adaptação rara
O segundo filhote apareceu após o nascimento inicial. A identificação da mãe biológica do filhote não marcado está em curso, por meio de amostras genéticas coletadas pela equipe de pesquisa. O caso é considerado extraordinário pela comunidade científica.
Pesquisadores destacam que a adoção pode ser uma resposta às dificuldades de sobrevida associadas às mudanças climáticas na região, que impactam a disponibilidade de alimento e o ambiente de vida. A sobrevivência de ursos polares na natureza permanece desafiada.
Segundo Evan Richardson, especialista em ursos polares, manter o filhote adotado aumenta as chances de sobrevivência para os indivíduos jovens. A cadela adotiva deverá cuidar dos filhotes até cerca de 2,5 anos, período em que aprendem a caçar e a se sustentar sozinhos.
As equipes ressaltam que os filhotes parecem saudáveis e devem permanecer com a mãe adotiva durante o período de amadurecimento, antes de migrar para o gelo marinho e aprender técnicas de caça a focas. A comunidade científica continua monitorando o desenvolvimento do caso.
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