- Em 2025, o Ártico viveu o ano mais quente desde 1900, com temperatura cerca de 1,6°C acima da média, destacando-se pelo ritmo de aquecimento quase quatro vezes maior que o global.
- O período teve o outono, inverno e verão mais quentes já registrados, com precipitações recordes e mudanças como borealização dos biomas e atlântificação do oceano Ártico.
- O derretimento de geleiras chegou a 129 bilhões de toneladas no último ano, impulsionando o aumento do nível dos oceanos e impactos em comunidades locais.
- Mais de duzentas bacias hidrográficas apresentaram águas com ferrugem e metais, resultado do degelo do permafrost que libera minerais e contaminantes.
- Em outubro de 2025, o tufão Halong atingiu a costa ártica, causando inundações, ventos fortes e evacuações de mais de 1.5 mil pessoas; cerca de quarenta comunidades indígenas foram impactadas.
O Ártico registrou em 2025 o ano mais quente desde 1900, com temperaturas 1,6°C acima da média das últimas três décadas. O aquecimento ocorre quase quatro vezes mais rápido que no restante do planeta, segundo o Arctic Report Card 2025.
O relatório aponta que 2025 foi marcado pelo primeiro outono quente, seguido de um inverno e verão historicamente quentes. Eventos de precipitação recorde e derretimento de gelo compõem a atual fase de mudanças climáticas na região.
A região enfrenta fenômenos como borealização das tundras, aquecimento do ciclo hidrológico e Atlantificação do oceano Ártico, que envolve entrada de águas atlânticas mais quentes em latitudes mais altas. O gelo marinho refere-se a menor extensão.
Rios enferrujados e permafrost
Mais de 200 bacias árticas apresentaram tons de ferrugem nas águas, resultado do degelo do permafrost, que expõe minerais e metais como cobre, zinco e alumínio. A oxidação e a contaminação afetam ecossistemas e comunidades locais que dependem desses rios.
O derretimento do permafrost também intensifica a liberação de substâncias, alterando a qualidade da água e contribuindo para impactos na fauna e na subsistência de povos indígenas na região.
Desdobramentos atmosféricos e glaciares
As geleiras perderam 129 bilhões de toneladas de gelo no último ano, elevando o nível dos oceanos e aumentando riscos de inundações e deslizamentos. A cobertura de gelo reflete menos calor, agravando o aquecimento regional.
Em outubro de 2025, o tufão Halong atingiu a costa sudoeste do Ártico, com inundações, ventos fortes e danos generalizados. Vila de Kipnuk e Kwigillingok foram severamente atingidas, levando à evacuação de mais de 1.500 pessoas.
Participação das comunidades locais
O Arctic Report Card destaca a importância da colaboração com comunidades indígenas para compreender impactos e estratégias de adaptação. Mais de 40 comunidades dependem de recursos naturais da região e enfrentam mudanças diárias.
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