- Em dois experimentos com 192 voluntários, quem repetia palavrões durante flexões sustentou o esforço por mais tempo do que quem usou palavras neutras.
- A diferença está associada a maior fluxo psicológico, autoconfiança e menor distração durante a tarefa.
- O estudo, publicado na revista American Psychologist, busca entender o que os palavrões causam na mente para reduzir inibições.
- A explicação proposta é que xingar funciona como um atalho mental de libertação de normas, ajudando a focar e a se arriscar mais.
- Pesquisadores sugerem que palavrões podem ser uma intervenção simples para melhorar desempenho em situações que exigem superação de hesitação, com cautela sobre o contexto social.
Estudo publicado na revista American Psychologist aponta que xingar durante esforço físico pode melhorar o desempenho. Pesquisadores mostraram que repetir palavrões prolonga o tempo de execução em exercícios de força, em comparação a palavras neutras.
A pesquisa envolveu 192 voluntários, em dois experimentos. Em ambos, participantes faziam flexões de braço com apoio, repetindo a cada dois segundos um palavrão escolhido ou uma palavra neutra. Ao final, responderam a questionários.
Os pesquisadores analisaram estados de desinibição, autoconfiança, distração e humor. Também avaliaram o fluxo psicológico, o grau de concentração profunda na tarefa. O padrão favorável aos palavrões foi consistente.
Resultados e mecanismo
Confrontando desempenho e respostas, verificou-se que quem usou palavrões susteve o exercício por mais tempo. O ganho esteve ligado a maior fluxo psicológico, maior autoconfiança e menor distração.
A explicação sugerida é que palavrões atuam como atalho para reduzir inibições. Por serem palavras socialmente marcadas, seu uso momentâneo pode liberar normas internas e ampliar foco na tarefa.
Perspectivas e limitações
Os autores sugerem aplicações simples para melhorar desempenho em esportes, reabilitação ou atividades desafiadoras, sempre respeitando o contexto. Ainda não é uma solução universal nem recomendada em ambientes formais.
Coautores ressaltam que o foco é menos raiva e mais concentração. Pesquisas futuras devem investigar efeitos em situações menos físicas e em comunicação social, como oratória e relações pessoais.
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