- O Canadá registrou perda de 36% das 830.000 colônias de abelhas melíferas durante o inverno, conforme a CAPA, com foco em rainhas de baixa fertilidade.
- Novas evidências indicam que vírus em rainhas reduzem a postura de ovos e a fertilidade, favorecendo a supersedição pelas operárias.
- Rainhas infectadas tendem a ter ovários menores e a botar menos ovos, associando-se a falhas reprodutivas.
- Quando a infecção é grave, as operárias costumam substituir a rainha, aumentando o risco de morte da colônia.
- Não há antiviral disponível; reforçar o controle da varroa é atualmente a melhor estratégia para manter rainhas saudáveis e reduzir perdas.
Relatórios de 2025 indicam que 36% das 830.000 colônias de abelhas melíferas no Canadá morreram no inverno, com foco em rainhas de baixa fertilidade. Feromônios e sinais químicos mantêm a coesão da colônia, segundo a pesquisa nacional.
Nova evidência aponta que vírus em rainhas reduzem a postura de ovos e a fertilidade, aumentando a supersedição pelas operárias. O quadro envolve menor oleato de metila e ovários menores, levando à substituição da rainha.
Essa linha de pesquisa, conduzida por colegas canadenses, sugere que rainhas deficientes apresentariam maior carga viral e ovários menores, associando infecção a menor fertilidade.
Nova evidência: vírus alteram sinais químicos das rainhas
Experimentos mostraram que rainhas infectadas produzem menos ovos e conseguem menos atividade de postura durante o monitoramento, frente a um grupo de controle. Ovários menores também foram observados nas rainhas infectadas.
Essa relação entre infecção viral e redução de fecundidade pode explicar relatos de apicultores sobre “problemas com as rainhas” quando o nível de infecção é elevado.
Implicações para o manejo das colmeias
Operárias tendem a supersedir rainhas comprometidas, o que aumenta o risco de mortandade da colônia. O processo envolve o desligamento de sinais feromônicos que inibem substituições prematuras.
Os dados indicam que a deficiência em oleato de metila é um dos gatilhos para a criação de uma nova rainha pelas operárias, abrindo caminho para uma substituição.
Contexto operacional e limitações
Colmeias com supersedição apresentam maior probabilidade de perecer, apesar da necessidade de manter a população. A substituição é uma resposta evolutiva de sobrevivência, ainda que traga riscos.
Não há tratamento antiviral disponível para abelhas melíferas. O controle da varroa, principal transmissor de vírus, continua sendo a medida mais eficiente para proteger rainhas e reduzir perdas.
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