- Em Bearsden, região aos subúrbios de Glasgow, foi encontrado em 1982 um fóssil completo de tubarão, Akmonistion zangerli, no Manse Burn, entre amostras de peixes e plantas.
- O fóssil mede cerca de um metro e preserva até a última refeição do animal, revelada 330 milhões de anos depois de sua morte.
- O espécime está em exibição no Hunterian Museum; o curador de paleontologia afirma que é o tubarão fóssil mais completo já encontrado.
- Um grupo local, Bearsden Shark, quer instalar uma escultura do peixe no centro da cidade para manter a memória do achado.
- Mesmo com a preservação, ainda há várias incógnitas sobre o tubarão, especialmente a estrutura atrás da cabeça, e pesquisas continuam.
Em Bearsden, subúrbio de Glasgow, um fósseu de tubarão pré-histórico continua a despertar interesse. A descoberta aconteceu em 1982, durante uma escavação na Manse Burn, em East Dunbartonshire. O achado é o fóssil mais completo já encontrado desse tipo de peixe, preservando até a última refeição do animal.
O tubarão, batizado oficialmente como Akmonistion zangerli, mede aproximadamente 1 metro. A expedição foi organizada pelo fósselista Stan Wood, então ligado ao Hunterian Museum, em Glasgow, após moradores locais sinalizarem fósseis encontrados na área. O fóssil permanece exposto no Hunterian.
A explicação científica aponta que o Bearsden shark ficou preso em sedimentos sem oxigênio, o que permitiu a preservação de vertebras e dentes. A área onde fica hoje Bearsden, há milhões de anos, ficava perto do equador, em uma lagoa antiga.
Placas, museus e planos de memória
Hoje, membros do Bearsden Shark Group defendem a instalação de uma escultura do animal no centro da cidade, para ampliar o conhecimento público sobre o achado. A intenção é manter viva a história do fóssil entre moradores e visitantes.
Especialistas destacam que, mesmo com preservação exemplar, ainda há dúvidas sobre a anatomia do animal e detalhes da sua cabeça. Pesquisadores continuam estudos sobre os restos encontrados na região de Bearsden, com novas hipóteses surgindo com o tempo.
A placa existente marca o local da descoberta, hoje considerado um ponto histórico. Os organizadores do projeto de memória aguardam apoio público e institucional para viabilizar a montagem da peça permanente.
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