- Autoridades de Cape Town apresentaram um plano de ação atualizado para reduzir conflitos entre pessoas e babuínos, que entram com frequência em áreas urbanas em busca de alimento, incluindo a possibilidade de eutanásia de alguns babuínos.
- A população de babuínos chacma na Península do Cabo teria aumentado de 360 em 2000 para mais de 600 em 2024.
- Medidas não letais incluem cercas anti-babuíno que serão monitoradas por guardas treinados; babuínos que quebrarem a cerca do norte poderão ser eutanizados de forma humanitária.
- Alguns grupos serão capturados e realocados para o lado montanhoso da cerca; outro grupo será levado a um santuário de 1,5 hectare, com castração de machos; se não houver sucesso ou houver preocupações de bem-estar, os animais poderão ser eutanizados.
- Existem limites máximo de população: 250 na subpopulação norte e 175 na sul; se excedidos por mais de seis meses, animais, começando pelos idosos, doentes e feridos, poderão ser eutanizados. ONGs locais criticam, defendendo medidas para reduzir a atração de alimento, como lixeiras mais seguras.
Cape Town atualiza plano de ação para babuínos, buscando reduzir conflitos com moradores. O novo texto prevê cercas anti-babudhada, monitoramento de rangers e medidas de manejo na Península do Cabo. O objetivo é diminuir visitas a áreas urbanas em busca de alimento.
O documento aponta que a população de babuínus da espécie chacma aumentou de 360 em 2000 para mais de 600 em 2024, elevando os incidentes com pessoas. A estratégia mistura ações não letais com opções de controle mais firme quando necessário.
Segundo o plano, cercas protegidas devem delimitar áreas em torno da cidade, com fiscalização de guardas treinados. Caso babuínos cruzem a cerca norte, a eutanásia é prevista como medida humana de contenção.
Alguns grupos preveem captura de tropas e realocação para o lado montanhoso do perímetro norte, ainda que a disponibilidade de habitat adequado torne o êxito improvável. Retornos ao lado urbano podem levar à eutanásia dos animais.
Outra iniciativa envolve o realojamento de uma tropa em um santuário de 1,5 hectare, onde machos serão vasectomizados. Se esse modelo funcionar, poderão surgir mais duas áreas; caso falhem por bem-estar animal ou orçamento, os animais serão eutanaziados.
O plano define limites populacionais: 250 para a subpopulação norte e 175 para a sul. Ultrapassagens por mais de seis meses levarão à eutanásia com prioridade para idosos, doentes e feridos.
Entidades locais de defesa animal criticaram a prioridade dada a medidas letais. Defendem ampliar cestos de lixo à prova de babuínos para eliminar fontes de alimento nas áreas residenciais.
Estudos anteriores indicam que reduzir o acesso a alimentos por meio de lixo protegido diminui conflitos, embora babuínos continuem circulando na região. Pesquisadores destacam melhoria no comportamento das tropas quando há alimentação disponível natural.
A equipe do CPBMJTT disse que a implantação de contêineres à prova de babuínos em áreas críticas deve ocorrer até maio de 2026. O grupo reúne representantes da SANParks, da CapeNature e da Prefeitura de Cape Town.
Parte da área de atuação overlap com um sítio de Patrimônio Mundial da UNESCO. A organização confirmou o recebimento do plano em 18 de dezembro e avalia o documento em conjunto com a IUCN para medidas de conservação a longo prazo.
UNESCO e avaliação
A UNESCO acompanha o andamento do plano para avaliar impactos na conservação do local. A instituição sinaliza que a revisão servirá para recomendações voltadas à proteção do patrimônio.
Fonte local cita que o objetivo é equilibrar convivência humana e bem-estar animal, sem favorecer soluções de curto prazo sem respaldo científico. A gestão continua sujeita a atualizações conforme o desenvolvimento do plano.
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