- Estima-se que haja cerca de dois milhões de cervídeos na Grã-Bretanha, aumento em relação às décadas anteriores, segundo a Forestry Commission e o Defra.
- Os danos a culturas, estradas e florestas já são significativos, com custos relatados em milhões de libras em áreas específicas.
- A queda na abate/culling durante a Covid-19 contribuiu para números considerados fora de controle por muitos especialistas.
- Medidas mais radicais estão em debate, incluindo gestão mais ampla, possível reintrodução de lobos ou linces, e leis de poder de gestão na Escócia; Defra e governo galês estudam estratégias.
- Casos como o de Lucy Manthorpe mostram resultados positivos de ações de manejo, com áreas antes degradadas ganhando flora e fauna após a contratação de equipes para o abate.
Deer problem na Grã-Bretanha ganha impulso com custos que beiram milhões. O aumento das manadas, aliado à queda de abates durante a Covid-19, elevou estimativas não oficiais para cerca de 2 milhões de cervídeos no país. Estradas, culturas e florestas sofrem com danos, elevando a pressão por medidas de controle.
O panorama envolve autoridades e produtores rurais. Entre os impactos estão prejuízos a motoristas, danos a plantações e custos ambientais. Em 2021, a Scotland Forestry and Land estimaram apenas em florestas jovens o custo anual de cerca de 3 milhões de libras. Em Suffolk, uma fazenda orgânica reporta perdas significativas de safra para cervídeos.
Ações e estratégias passam a ganhar prioridade. Governos regional e central avaliam opções com maior rigor, incluindo manejo mais agressivo, uso de cercas e métodos não letais. Em paralelo, a ideia de reintrodução de predadores, como lobos e linces, volta a ser discutida em alguns círculos, enquanto entidades rurais pedem cautela.
Avanços e debates
Na Escócia, uma lei que amplia poderes de gestão de cervídeos está em tramitação, com foco na cooperação entre gestores de terras e grupos de manejo. Em Inglaterra e no País de Gales, governos estudam estratégias e promessas de apoio financeiro para produtores que lidam com danos.
Casos isolados mostram impactos positivos de medidas locais. Em uma fazenda de Suffolk, a contratação de funcionários para manejo de cervídeos resultou em recuperação de áreas antes degradadas e aumento de biodiversidade local, segundo proprietária. A experiência sinaliza que ações de gestão podem transformar parte do cenário.
Diversos caminhos são discutidos entre especialistas. Métodos não letais, como darting com contraceptivos, e reforço de cercas aparecem como alternativas, mas enfrentam custos e desafios logísticos. Opções radicais, como a reintrodução de predadores, dividem opiniões entre agricultores, ambientalistas e comunidades locais.
Práticas, custos e perspectivas
A confrontação com a ausência de ownership sobre os cervídeos — pela legislação, os animais não pertencem a ninguém e a responsabilidade recai sobre proprietários de terras — complica a implementação de políticas uniformes. A discussão sobre o papel da caça, do abate e do aproveitamento da carne continua em aberto.
Enquanto o debate não se resolve, autoridades destacam a necessidade de equilíbrio entre proteção de ecossistemas, segurança viária e viabilidade econômica para produtores. O tema segue sob revisão de governos regionais e nacionais, com próximos passos ainda por anunciar.
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