- Em 2025, várias espécies foram oficialmente classificadas como extintas na Lista Vermelha da IUCN, o principal registro global de status de conservação.
- O mergulhador-curlew de bico fino (Numenius tenuirostris) teve a última foto em 1995, e avaliações recentesconfirmaram a extinção.
- O musaranho de Christmas Island (Crocidura trichura) teve apenas quatro registros confirmados no século XX, com extinção associada à perda de habitat e parasitas transmitidos por ratos.
- Três bandicoots australianos foram declarados extintos: marl (Perameles myosuros), bandicoot listrado do sudeste (Perameles notina) e bandicoot da Nullarbor (Perameles papillon).
- Plantas e moluscos também foram apontados como extintos: Diospyros angulata, Delissea sinuata e Conus lugubris.
O IUCN reduziu a lista de espécies em 2025, declarando extinção oficial de várias famílias. A atualização confirma o status de várias espécies como diferentes grupos já não existem na natureza ou em cultivo. A confirmação vem de avaliações recentes do órgão internacional de conservação.
O cur raw Slender-billed curlew teve sua última foto em 1995, no litoral atlântico de Marrocos. A espécie, que migrava entre Sibéria, Kazakh Steppe e regiões da Europa, África do Norte e Oriente Médio, já não foi avistada desde então.
O estudo aponta que a extinção do pássaro foi verificada após avaliações recentes terem confirmado a ausência de indivíduos na natureza. Pesquisadores ressaltam que o tempo gasto observando o declínio pode ter prejudicado a obtenção de soluções rápidas.
Christmas Island shrew, pequeno mamífero de Christmas Island, na Austrália, foi declarado extinto. Registros confirmados somam apenas quatro ocorrências entre 1958, 1984 e 1985. Parentesco com espécies de ratos introduzidos pode ter contribuído para o declínio.
Parentes próximos, três espécies de bandicoot australianos — marl, southeastern striped bandicoot e Nullarbor barred bandicoot — também aparecem na lista de extinção. As últimas avaliações datam de 2022, com impactos atribuídos à perda de hábitat e à presença de gatos ferais.
Entre as plantas, Diospyros angulata, árvore grande de Maurício, é conhecida por apenas duas coletas de herbário. A última confirmação de indivíduos na natureza ou cultivo foi em 1981, segundo a avaliação do IUCN Red List.
Delissea sinuata, planta nativa de O‘ahu, no Havaí, foi avistada pela última vez em 1937. Pesquisas subsequentes não localizaram exemplares vivos ou cultivados, levando à conclusão de extinção.
Conus lugubris, um ouriço-do-mar-cone encontrado em Cape Verde, não foi observado desde 1987, com a degradação de habitat costeiro como fator associado à extinção provável. A espécie era abundante em parte limitada do arquipélago.
A atual lista reforça a necessidade de monitoramento contínuo de espécies em risco. As mudanças destacam os efeitos da perda de habitat, introdução de espécies e alterações climáticas sobre a biodiversidade global.
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