- A busca por MH370 retorna, com a Ocean Infinity contratada pelo governo malaio por US$ 70 milhões em regime “no find, no fee”.
- O foco é em uma área de 15 mil km² no Oceano Índico, onde há maior chance de localizar a aeronave.
- A operação está prevista para começar em 30 de dezembro e deve durar 55 dias, após interrupção por más condições climáticas.
- Serão usados robôs submarinos autônomos Hugin 6000 para mapear o fundo do oceano e identificar pontos de interesse.
- Em 2014, o voo desapareceu após dar a volta ao mundo e sinais de satélite indicaram que o avião ainda voava por horas; buscas anteriores não localizaram a aeronave.
A Malaysia Airlines MH370 desapareceu em 2014, no Oceano Índico, após sair de Kuala Lumpur com destino a Beijing. Sinais de satélite apontaram que a aeronave ainda voava por horas, mas não houve encontrados humanos; destroços foram localizados, porém sem confirmação de contato com a aeronave. A operação de busca inicial envolveu uma área de cerca de 120 mil km².
Nesta semana, a Ocean Infinity retomará a busca, contratada pelo governo malaio por aproximadamente US$ 70 milhões em regime no find, no fee. O foco está em uma área de 15 mil km² no Oceano Índico, onde há maior probabilidade de localização. A operação foi interrompida em razão de más condições climáticas e reiniciará em 30 de dezembro, com duração prevista de 55 dias.
Equipamento e métodos
A empresa utilizará veículos autônomos submarinos Hugin 6000, capazes de mapear o fundo do mar em até 6 mil metros de profundidade. Cada unidade opera remotamente, reúne dados em 3D e pode permanecer submersa por até 100 horas, retornando quando necessário.
Cada AUV detecta pontos de interesse por meio de sonar e lasers, enviando amostras de dados à superfície. Em caso de necessidade, robôs operados por superfície podem ser acionados para fotografar, filmar e manipular objetos, com apoio de iluminação e braços robóticos.
Desafios e histórico
Especialistas destacam que o leito oceânico da região é complexo, com canyons profundos e relevo variável, o que dificulta a busca. A área já foi mapeada, mas dados podem estar incompletos, aumentando o desafio de localizar a aeronave. A operação exige monitoramento contínuo, gestão de energia das unidades e coordenação entre AUVs e ROVs.
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