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Nos anos 1990, Paraná desenvolveu rival brasileiro do Windows

Conectiva Linux, criada em Curitiba, em 1995, impulsionou o software livre no Brasil e quase abriu rota local ao Windows, moldando a autonomia tecnológica

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  • Conectiva Linux foi criada em Curitiba, Paraná, em 1995, ajudando a popularizar o software livre no Brasil e na América Latina, com a tradução do Slackware para o português.
  • Ofereceu suporte completo em PT-BR e ferramentas gráficas, facilitando a instalação e configuração, atraindo iniciantes, pequenas empresas e instituições de ensino.
  • O modelo de negócios incluiu consultoria, treinamentos, desenvolvimento de software e contratos de manutenção, fortalecendo comunidades técnicas ao redor do Linux.
  • Em 2005, a Conectiva foi adquirida pela Mandrake Linux por US$ 2,23 milhões, originando Mandriva S.A. e Mandriva Linux, que incorporaram tecnologia e equipes, encerrando a marca como distribuição independente.
  • O legado persiste na formação de profissionais e em comunidades de código aberto, influenciando projetos na região; a matéria foi publicada originalmente em agosto de 2025.

Nos anos 90, o Brasil viu nascer uma distribuição de Linux criada em Curitiba. O Conectiva Linux foi lançado em 1995 para popularizar o software livre no país e na América Latina, num momento em que o acesso à informática era mais restrito.

A tradução do Slackware para o português foi um marco. Ao adaptar o Linux à realidade local, a distribuição ofereceu suporte completo em PT-BR e ferramentas gráficas, tornando o sistema mais acessível a iniciantes, empresas e universidades.

O modelo de negócios incluiu consultoria, treinamentos e manutenção, fortalecendo uma comunidade técnica ao redor do software. Na virada dos anos 2000, a combinação de usabilidade e estabilidade ajudou a ampliar a base de usuários.

Aquisição e transformação

Em 2005, a Conectiva foi adquirida pela Mandrake Linux, por US$ 2,23 milhões. A operação criou a Mandriva S.A. e a Mandriva Linux, que incorporaram tecnologia e equipes do projeto brasileiro, encerrando a marca como distribuição independente.

Com a fusão, a presença da Conectiva no cenário internacional ganhou fôlego, mas a distro brasileira encerrou suas atividades como marca própria. A Mandriva perdeu relevância ao longo dos anos, e a versão nacional não foi mantida.

Legado e influência regional

Mesmo sem disputar diretamente o mercado com o Windows, o Conectiva deixou um legado relevante. Formou profissionais, consolidou comunidades de código aberto e alimentou o debate sobre autonomia tecnológica no Brasil, com influência ainda visível em projetos na região.

A reportagem destaca que o tema é objeto de análise revisitada em agosto de 2025, enfatizando o papel histórico do Conectiva na pauta de tecnologia local. Fonte principal de referência: matéria publicada pela Exame.

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