- Albatrosses são muito vulneráveis ao bycatch em pesca com longas linhas; existem 22 espécies globalmente, 15 delas ameaçadas, e a BirdLife South Africa atua desde 2004 para reduzir mortes.
- Linhas de dissuasão, chamadas bird-scaring lines (também conhecidas como torii lines), ajudam a evitar incidentes com redes e anzóis.
- Hoje, a BirdLife colabora com a Ocean View Association for Persons with Disabilities para fabricar as linhas, envolvendo trabalhadores com deficiência.
- As linhas estão sendo instaladas nas frotas, com incentivos econômicos para a pesca responsável e potencial replicação internacional.
- Desde 2004, a Albatross Task Force reduziu em cerca de noventa por cento as mortes de aves marinhas ligadas à pesca na região, com esperança de ampliar o sucesso pelo mundo.
Albatrosses continuam vulneráveis ao bycatch em pescarias de arrasto, especialmente quando se aproximam de navios para procurar restos de peixe. Entre 22 espécies globais, 15 estão ameaçadas pela atividade humana no mar. Desde 2004, a Albatross Task Force, da BirdLife South Africa, tem reduzido mortes com medidas de mitigação, como linhas de dissuasão.
As linhas de dissuasão, também chamadas de Tori lines, servem para afastar as aves das linhas de pesca. Elas são instaladas acima das redes para impedir que os albatrosses alcancem os anzóis e os pescadores evitar a atração de peixes descartados pelas embarcações.
Nova parceria para produção de bird-scaring lines
Atualmente, a BirdLife colabora com a Ocean View Association for Persons with Disabilities para fabricar bird-scaring lines, envolvendo trabalhadores com deficiência. As linhas estão sendo implementadas nas frotas, com incentivos econômicos para a pesca responsável e potencial replicação internacional.
Essa iniciativa integra tecnologia simples e acessível, com linhas coloridas que aparecem acima de redes e longas cordas para afugentar aves. A produção local fortalece a inclusão social e a participação de comunidades pesqueiras na conservação.
A Ocean View surgiu como associação de apoio a pessoas com deficiência, oferecendo um espaço que remunera atividades produtivas. A parceria com a BirdLife reconhece o papel dos trabalhadores na criação de soluções que reduzem o bycatch sem comprometer a renda familiar.
Segundo a BirdLife South Africa, a participação desses trabalhadores amplia a capacidade de produção e ajuda a manter a continuidade de programas de conservação. A proposta é ampliar a adoção das linhas em mais frotas do litoral.
A experiência de longo prazo mostra que o uso de bird-scaring lines reduz mortalidade de aves marinhas, contribuindo para a recuperação de populações. O objetivo é replicar o modelo em outras regiões com desafios semelhantes.
Em 2004, o esforço da Albatross Task Force já resultou em queda de cerca de 90% nas mortes de seabirds associadas à pesca na região sul do continente africano. A meta é manter esse ritmo e ampliar a proteção globalmente.
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