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Palavras do ano: raiva e goblin mode têm valor real?

Especialistas dizem que as palavras do ano refletem o momento e funcionam mais como marketing linguístico do que projeção de longo prazo

Some linguists suggest that the final choices are driven more by the need to attract public attention than any deep analysis.
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  • Em 2025, as palavras do ano aparecem em diferentes dicionários: Collins escolhe “vibe coding”, Cambridge Dictionaries aponta “parasocial” e a Oxford University Press tem “rage bait”.
  • A tradição existe há cerca de 35 anos, quando a American Dialect Society começou a eleger uma palavra que resumisse o ano.
  • Especialistas dizem que a escolha é mais marketing e chamariz público do que uma análise linguística rigorosa.
  • Dados do Guardian mostram que mais de um terço das palavras do ano são gírias online ou associadas a tecnologia, aumentando para dois terços desde 2021.
  • Muitas palavras premiadas no passado caíram em desuso, sugerindo que a função é captar o momento, não prever o uso futuro.

O debate sobre a validade do chamado word of the year chega a novas páginas, com escolhas de destaque em 2025 vindas de grandes dicionários. Collins destacou o termo vibe coding, Cambridge Dictionaries apontou parasocial e a Oxford University Press escolheu rage bait, entre outras opções. A disputa envolve várias instituições e atrai atenção pública.

Especialistas divergem sobre o peso dessas escolhas. Alguns dizem que o processo depende de atrair cobertura midiática, não de uma análise puramente linguística. Outros afirmam que a seleção reflete a imaginação dos lexicógrafos e a curiosidade do público naquele ano.

Dados analisados pelo Guardian com base em Cambridge, Collins e Oxford mostram que boa parte das palavras escolhidas surgiu de slang online ou está ligada a tecnologia. Em 2021, esse padrão já era dominante, e a tendência se mantém conforme o uso de internet se expande.

Para entender a longevidade, especialistas destacam que muitas escolhas anteriores caíram em desuso com o tempo. Termos como goblin mode e nomophobia ganharam menos tração após a eleição, evidenciando o caráter mais temporal do ritual.

Contexto e oposição ao método

Alguns acadêmicos veem a prática como ferramenta de marketing mais que um estudo científico da língua. Outros defendem que, mesmo assim, as escolhas ajudam a discutir linguagem entre público jovem e a acompanhar mudanças tecnológicas.

Aquecimento de atenção e uso do vocabulário online são citados como fatores influentes no resultado anual. Mesmo com críticas, a gestão do processo continua a atrair debates sobre como as palavras refletem a sociedade atual.

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