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Por que a carne de porco é considerada remosa?

Estudo em ratos indica que carne de porco não atrapalha a cicatrização e pode melhorar a recuperação, mas resultados não são aplicáveis a humanos

Imagem de dois pedaços de carne de porco em cima de uma tábua de madeira. Em volta, vê-se ramos de alecrim e bolinhas de pimenta do reino.
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  • Em regiões do Norte e Nordeste, alimentos considerados “remosos” (como porco, frutos do mar e frituras) são tidos como prejudiciais à cicatrização, mas não há evidências sólidas que sustentem essa ideia.
  • Um estudo de 2014 em ratos testou dieta com carne de porco e observou que as feridas cicatrizaram melhor e com maior resistência nos animais alimentados com carne suína.
  • Os autores sugerem que maior teor de proteínas, gorduras e calorias na carne de porco pode favorecer a recuperação, mas ressaltam que não é possível generalizar para humanos.
  • A pesquisa não recomenda seguir dieta específica após cirurgia; mantém-se a importância de uma alimentação balanceada a longo prazo e a necessidade de mais estudos.
  • Uma hipótese para a fama dos alimentos remosos é a possível alergia a alguns itens da lista regional, como o porco, explicando a contraindicação observada em algumas comunidades.

Na região Norte e Nordeste, surge a ideia de que alimentos considerados remosos, como porco, frutos do mar e frituras, prejudicam a cicatrização e deixam o sangue viscoso. Estudiosos também associam esse temor a tatuagens e piercings.

Em 2014, um estudo com ratos avaliou a dieta após cortes cirúrgicos. Um grupo recebeu ração comum, o outro ração com carne de porco. As feridas dos animais alimentados com porco cicatrizaram mais rápido e com maior resistência.

Os resultados sugerem que proteínas, gorduras e calorias presentes na carne de porco podem favorecer a recuperação, mas não devem ser generalizados a humanos. Os autores destacam a necessidade de mais pesquisas para confirmar os efeitos em pessoas.

Outra hipótese aponta alergias locais como explicação para a fama dos alimentos remosos. Reações em indivíduos sensíveis poderiam explicar a associação entre certos pratos e prejuízos à cicatrização, sem comprovação científica definitiva.

Fontes citadas indicam o estudo em ratos sobre cicatrização com carne suína e pesquisas sobre tabus alimentares como possível explicação para a expressão remoso. Pesquisas ainda precisam avançar para estabelecer consensos.

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