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Caça furtiva cai, porém ameaças aos elefantes da floresta persistem

População de elefantes‑florestais atinge pouco mais de 145 mil, com 96% em África Central; DNA em fezes aumenta precisão, caça cai, mas ameaças persistem

A forest elephant near Ngounié, Gabon. Image by marcusgmeiner via iNaturalist (CC BY-NC 4.0)
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  • Estimativa recente aponta pouco mais de 145 mil elefantes‑floresta (Loxodonta cyclotis) na África, com 96% concentrados em África Central e Gabão abrigando cerca de 95 mil.
  • O total tem like origem em 153 levantamentos entre 2016 e 2024, incluindo 22 populações não avaliadas anteriormente; uso de DNA em fezes elevou a precisão dos contagens.
  • Gabão é o principal reduto, seguido pelo Congo; West Africa abriga apenas 3% da população, enquanto East e Southern Africa somam menos de 1%.
  • A queda da caça entre 2016 e 2023 foi de 0,7% ao ano, apesar de ainda ocorrer, e fatores como bloqueio de caça, conflitos com humanos e pressão de atividades econômicas continuam.
  • A adoção de métodos de DNA e políticas de proteção tornam os números mais robustos, ajudando a orientar planos nacionais e ações contra tráfico, além de enfatizar a importância de corredores ecológicos.

Mais de 145 mil elefantes‑florestais vivem atualmente nas florestas tropicais da África, segundo uma avaliação de 2024 publicada pelo African Elephant Specialist Group, da IUCN. O estudo marca o primeiro recenseamento oficial para a espécie desde o reconhecimento, em 2021, como distinta da savana.

A pesquisa usa técnicas de DNA extraídas de fezes para contar indivíduos, em vez de depender apenas de contagens de montes de esterco, que se degradam com o tempo. Isso elevou a precisão e permitiu diferenciar Loxodonta cyclotis de L. africana.

Distribuição e números surpreendentes

Cerca de 96% dos elefantes‑florestais estão em África Central. Gabão abriga cerca de 95 mil indivíduos, seguido pelo Congo, com 19%. West Africa possui apenas 3% da população, e East e Southern Africa somam menos de 1%.

Entre 2016 e 2024, 153 levantamentos em três quartos da área de ocorrência da espécie identificaram 135.690 indivíduos. A estimativa global aponta até 11 mil animais adicionais, elevando o total para pouco mais de 145 mil.

Mudanças nas ameaças e ações

O relatório aponta redução no comércio ilegal de ivory desde a década passada, com queda de mortes por caça em muitos sítios. A CITES‑MIKE registra estabilidade entre 2020 e 2024 nas taxas de caça geral de elefantes, sem diferenciar espécies.

Gabon criou, em 2016, uma força especial de 240 agentes para combatentes a caça e crimes contra a fauna. O país também planeja instalar cerca de 1.800 cercas móveis e oferecer um tipo de seguro para compensar prejuízos a comunidades rurais.

Apesar da melhoria, as ameaças persistem. Expansão da agricultura, mineração e perda de corredores ecológicos colocam os elefantes em conflito com humanos, aumentando mortes ligadas a retaliação.

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