- Daniel Kokotajlo, ex-funcionário da OpenAI, revisou para cima o atraso: codificação autônoma tende a surgir apenas no início dos anos 2030.
- A projeção AI 2027, que previa explosão de inteligência e possível destruição da humanidade até meados de 2030, foi atualizada sem estimativa de data para esse desfecho.
- A nova janela aponta 2034 como horizon para a suposta superinteligência, com timelines mais longas do que as anteriores.
- Kokotajlo afirmou que os prazos estão um pouco mais longos do que pareciam quando o texto foi lançado.
- Mesmo com o atraso, empresas de IA continuam buscando sistemas que pesquisem IA, com a OpenAI apontando meta interna para 2028.
Daniel Kokotajlo, ex-funcionário da OpenAI, atualizou suas previsões sobre a possibilidade de codificação autônoma por IA e a chegada de uma superinteligência. Em publicação recente, ele afirmou que o ritmo de avanço tem sido um pouco mais lento do que o inicialmente previsto, atrasando o momento em que IA pode programar sozinha e acelerar seu desenvolvimento até níveis superiores.
A atualização envolve o projeto AI 2027, lançado originalmente por Kokotajlo. O cenário previa codificação autônoma ainda no meio dos anos 2020 e uma explosão de inteligência até 2030, com desfecho potencial de destruição da humanidade. A nova estimativa mantém o foco em avanços, mas com prazos estendidos e sem estimativa de destruição.
Segundo Kokotajlo, o início da capacidade de IA codificar autonomamente deve ocorrer no começo dos anos 2030, com uma possível superinteligência em 2034. A comunicação foi feita por meio de postagens em redes sociais, nas quais ele disse que as linhas do tempo estão um pouco mais longas do que o previsto originalmente.
Mudança de tom e impactos
A discussão sobre AGI ganhou notoriedade após a divulgação inicial de AI 2027, que gerou debate entre especialistas e autoridades. O tema envolveu estimativas de prazos, riscos existenciais e a viabilidade de IA autoguiada no ritmo atual de desenvolvimento.
O debate também contou com avaliações de outros pesquisadores sobre a utilidade prática de prazos extensos. Analistas destacam a complexidade de transformar avanços técnicos em mudanças sociais rápidas, ressaltando a diferença entre capacidades técnicas e aplicações no mundo real.
Empresas de tecnologia continuam buscando IA capaz de realizar pesquisas e desenvolvimento de forma autônoma. O dirigente de uma grande companhia de tecnologia afirmou que há um objetivo interno de ter um pesquisador de IA automatizado até março de 2028, ainda sujeito a falhas.
Andrea Castagna, pesquisadora de políticas de IA, comentou que a realidade do desenvolvimento de IA envolve fatores complexos que vão além de cenários de ficção científica. Ela enfatizou que a integração de sistemas avançados em estratégias governamentais e empresariais exige planejamento cuidadoso e verificação contínua.
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