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2025 mostra mais um ano de intensidade climática no Brasil

Retrospectiva climática de 2025 enfatiza frio fora de época, ventos fortes, tempestades e calor recorde, reafirmando o clima como variável de planejamento

Retrospectiva climática 2025
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  • Em 2025 houve frio intenso e ventos fortes, com início precoce do frio e agosto com temperaturas abaixo da média em grande parte do país.
  • Junho teve chuvas extremas no Rio Grande do Sul, com acumulados superiores a 300 mm e, em alguns locais, próximo a 400 mm em poucos dias.
  • Outubro registrou frio histórico em plena primavera; São Paulo marcou 11,2°C no dia 20, a menor temperatura para o mês em 11 anos.
  • Julho e setembro tiveram rajadas de vento acima de 100 km/h no litoral paulista, causando transtornos urbanos e quedas de energia.
  • Dezembro trouxe um ciclone extratropical raro para a época, com ventania, tornados e danos no Sul e Sudeste; Congonhas registrou 96,3 km/h em 10 de dezembro e São Paulo alcançou 37,2°C em 28 de dezembro.

2025 ficou marcado no Brasil por extremos climáticos que combinaram frio intenso, ventos fortes, chuvas torrenciais, tornados e calor recorde. A retrospectiva da Climatempo aponta que o ano reforçou o papel do clima na tomada de decisões públicas e privadas, com impactos amplos na infraestrutura e na vida diária.

O frio chegou mais cedo e persistiou por mais tempo, com agosto apresentando temperaturas abaixo da média na maior parte do país. No Sul, no Sudeste e em áreas de fronteira, massas de ar polar intensificaram o frio por meses, elevando a necessidade de planejamento de risco.

Entre os episódios mais marcantes esteve o dia 20 de outubro, quando São Paulo viu 11,2°C, a menor temperatura para o mês em 11 anos. A primavera fria surpreendeu moradores e autorizou avaliações sobre padrões climáticos atípicos.

Ventos fortes acompanharam o ano, com rajadas de até ou acima de 100 km/h no litoral de São Paulo e na capital em julho e setembro, provocando transtornos urbanos, quedas de árvores e interrupções de serviços.

O ponto alto do fenômeno ocorreu em dezembro, com a formação de um ciclone extratropical no Sul. O sistema trouxe ventania, tornados e danos relevantes ao Sul e ao Sudeste, incluindo o aeroporto Congonhas registrando 96,3 km/h em 10 de dezembro, a maior rajada seca desde 1963.

Chuvas fortes marcaram 2025, especialmente em junho, quando o Rio Grande do Sul teve acumulados superiores a 300 mm, chegando a 400 mm em algumas cidades em curto intervalo. O volume causou alagamentos, inundações e impactos na infraestrutura.

Na primavera houve temporais severos, com o tornado de Rio Bonito do Iguaçu (PR) em novembro atingindo categoria F4. O evento ocorreu durante a atuação de supercélulas associadas a um ciclone extratropical, segundo análise da Climatempo em apoio à Defesa Civil.

Granizo também impactou regiões Sul e Sudeste, reforçando o registro de episódios climáticos extremos naquela temporada. Entre outras ocorrências, o litoral baiano recebeu chuvas volumosas em outubro e novembro, fora do padrão sazonal.

O ano ainda trouxe contrastes climáticos: a Amazônia manteve chuvas frequentes mesmo no período seco, e Salvador, na Bahia, registrou padrões de precipitação acima do típico para outubro e novembro.

Principais destaques de 2025

  • Início de massas de ar polar intensas no fim de maio, adiando o início do frio.
  • Junho teve chuvas extremas no Rio Grande do Sul, com grandes volumes e impactos locais.
  • Agosto consolidou um dos anos mais frios da última década em várias regiões.
  • 20 de outubro marcou frio atípico em pleno período de primavera em São Paulo.
  • Julho e setembro apresentaram ventos fortes no Sudeste, com impactos urbanos e de energia.
  • Novembro trouxe tornado F4 no Sul, com apoio técnico da Climatempo à Defesa Civil.
  • Dezembro registrou ciclone extratropical e danos no Sul e Sudeste; Congonhas teve rajada recorde em ambiente seco.
  • 28 de dezembro houve calor extremo em São Paulo, com 37,2°C, recorde histórico para o mês.

Monitore a previsão atualizada e os alertas meteorológicos fornecidos pela Climatempo para reduzir riscos e planejar ações. A instituição destaca a importância de informações qualificadas para a gestão de impactos climáticos.

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