- O ácaro parasita Araneothrombium brasiliensis foi registrado pela primeira vez no Brasil, em Pinheiral, no Rio de Janeiro, pela equipe do Instituto Butantan.
- As larvas, cerca de meio milímetro, formaram “colares” ao parasitar aranhas jovens em três famílias, instalando-se no pedicelo (conexão entre cefalotórax e abdômen).
- As larvas ingurgitadas sugavam a linfa das aranhas; até agora, apenas a fase larval foi observada, não havendo registro da fase adulta.
- A descoberta amplia o conhecimento sobre ácaros parasitas no Brasil, que já havia registrado Charletonia rocciai em 1979, o que torna Araneothrombium brasiliensis o segundo caso no país.
- Pesquisadores destacam que o Brasil pode abrigar mais espécies de ácaros parasitas, com potencial para parasitar outros artrópodes além das aranhas.
O Ácaro parasita encontrado no Brasil pela primeira vez foi identificado por pesquisadores do Instituto Butantan. A descoberta envolve uma aranha coletada em Pinheiral, no Rio de Janeiro, que, ao ser reanalisada, revelou uma associação inédita com larvas de ácaros parasitas.
As larvas, de cerca de meio milímetro, formaram o que parecia um colar de pérolas na região do pedicelo da aranha, conectando cefalotórax ao abdômen. Elas sugavam a linfa da aranha jovem, já que as aranhas analisadas estavam em fases iniciais de desenvolvimento.
O organismo foi nomeado Araneothrombium brasiliensis e representa o primeiro ácaro parasita dessa família registrado no país. Até agora, o gênero era conhecido apenas em espécies da Costa Rica, o que amplia o alcance neotropical dos parasitas.
Além de ter sido coletado em Pinheiral, o exemplar permaneceu armazenado por anos antes da nova análise. Segundo Ricardo Bassini-Silva, um dos responsáveis pela descoberta, é comum identificar parasitas apenas na larva, já que a fase adulta costuma migrar para o solo e tornar-se predadora.
A descoberta é considerada histórica: o Brasil registra, portanto, o segundo ácaro parasita identificado no país, assim como evidencia o potencial de revelação de novas espécies em ambientes naturais de cavernas e grutas.
Caso seja comprovada a extensão do parasitismo para outras espécies, a possibilidade de ácaros parasitas ajudarem a entender redes tróficas regionais aumenta. O primeiro registro brasileiro desse tipo, Charletonia rocciai, foi detectado em 1979 em Jaú, interior de São Paulo.
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