- Pesquisadores dizem ter rejuvenescido óvulos humanos usando injeções da proteína Shugoshin 1, reduzindo defeitos cromossômicos associados à idade.
- Em óvulos doados por pacientes, a taxa de defeitos caiu de 53% (controle) para 29% (tratados).
- Entre óvulos de mulheres com mais de 35 anos, a tendência foi semelhante (65% para 44%), mas não atingiu significância estatística devido ao pequeno grupo estudado.
- O estudo, apresentado na conferência britânica de fertilidade em edinburgh e publicado como preprint na BioRxiv, ainda depende de mais ensaios antes de uso clínico.
- A abordagem não amplia a fertilidade além da menopausa e está sendo acompanhada de perto para avaliar se melhora a qualidade do embrião, além da viabilidade de seguir para ensaios clínicos.
O estudo apresenta uma abordagem experimental para reduzir defeitos genéticos em óvulos humanos. Ao microinjetar a proteína Shugoshin 1 em óvulos doados para fertilização, os pesquisadores indicam um decréscimo relevante de falhas cromossômicas, com potencial de elevar as taxas de sucesso em tratamentos de fertilização assistida.
A pesquisa é liderada pela professora Melina Schuh, do Max Planck Institute, em parceria com a Ovo Labs. Os trabalhos foram realizados com óvulos de pacientes atendidos em uma clínica de fertilidade em Cambridge. Os resultados são apresentados como pré-impressão e devem ser confirmados em ensaios mais amplos.
Resultados preliminares e contexto
A equipe reporta redução de defeitos cromossômicos de 53% para 29% em óvulos tratados, em comparação com o grupo de controle. Em mulheres com mais de 35 anos, a tendência foi similar, ainda que com menor base estatística. Os autores ressaltam que os números ainda precisam de validação.
A descoberta sugere que a qualidade do óvulo pode melhorar ao reverter uma vulnerabilidade associada ao processo de meiose, que organiza cromossomos antes da fertilização. A implicação prática seria aumentar a chance de gravidez em uma única ciclo de IVF.
Posição institucional e próximos passos
A técnica ainda depende de estudos adicionais para avaliar segurança e eficácia a longo prazo. A equipe está em tratativas com reguladores para um possível ensaio clínico, mantendo o foco na qualidade dos embriões gerados a partir de óvulos tratados.
Dr. Agata Zielinska, co-fundadora da Ovo Labs, destaca que o objetivo é permitir que mais mulheres concebam dentro de um único ciclo. As descobertas foram apresentadas em conferência no Reino Unido e publicadas como pré-print na plataforma científica pertinente.
Horizonte e limitações
Embora os resultados sejam promissores, os pesquisadores observam limitações, como o tamanho da amostra em faixas etárias específicas. A155 ainda não comprova efeitos em todas as pacientes, e não há confirmação de impacto direto na taxa de nascimento.
Entre na conversa da comunidade